O QUE É CÂNCER?

Câncer, também conhecido como tumor maligno ou neoplasia, é um conjunto de doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células. O câncer ocorre quando estas células, que cresceram de forma incontrolável de um determinado órgão, passam a se dividir em consequência deste crescimento celular desordenado, formando uma massa de tecidos, ou seja, um nódulo ou tumor. Essas células apresentam características peculiares, como a capacidade de invasão de outras estruturas, de desprendimento e migração através da corrente sanguínea para outros lugares do organismo e também capacidade de auto nutrição, tornando-se independentes.

FATORES CARCINOGÊNICOS

A carcinogênese é um processo altamente complexo do qual participam fatores de risco herdados e fatores de risco ambientais.

 

FATORES BIOLÓGICOS (agentes virais e bacterianos): pessoas que não herdaram genes mutados podem desenvolver câncer devido a alterações genéticas provocadas por certas infecções por vírus ou bactérias, tais como:

  • Hepatite B ou C: Câncer de Fígado

  • Papiloma-vírus: Câncer de Colo de Útero e Pênis

  • Vírus Epstein-Barr (VEB): Linfoma de Burkitt e Câncer de Nasofaringe

  • Bactéria Helicobacter Pylori: Câncer de Estômago

 

AGROTÓXICOS: quando o corpo é exposto a pequenas doses diárias de inseticidas como o BHC e DDT (uso caseiro ou contaminação de frutas, legumes e cereais nas lavouras) ao longo dos anos. Esses e outros agrotóxicos acumulam-se em glândulas (como o fígado, as glândulas mamárias, a próstata, os testículos etc.) e no sangue, e ao atingir certos níveis, causam mutações genéticas que podem resultar em câncer de mama, de próstata, de ovário, etc.

POLUENTES ATMOSFÉRICOS: presentes na fumaça do escapamento de veículos movidos a óleo diesel, gasolina e álcool, pó de amianto, químicos presentes nas tintas e vernizes, entre outros, também podem atuar como um dos fatores para o desenvolvimento de diversos tipos de tumores malignos.

ALCOOLISMO E TABAGISMO: indivíduos que bebem diariamente e/ou fumam, aumentam em até 60% suas chances de desenvolver câncer de pulmão, câncer de estômago, de fígado, câncer de laringe e boca, câncer de bexiga ou próstata.

HÁBITOS ALIMENTARES: uma alimentação rica em gorduras e frituras e pobre em verduras, frutas e cereais integrais também predispõe a diversos tipos de cânceres, como os de intestino, mama, fígado e testículos.

EXPOSIÇÃO PROLONGADA AO SOL: principalmente na infância e na adolescência pode resultar em câncer de pele e melanoma, tipo mais agressivo deste tipo de câncer na idade adulta.

header-espaco-paciente.jpg

ESPAÇO DO PACIENTE

Entender o câncer como uma doença multifatorial que afeta os diversos aspectos da vida do paciente, exige verdadeiramente um suporte integral. Desta forma, promover sua reabilitação física, psicológica e social através dos serviços de nutrição, fisioterapia, psicologia, odontologia, enfermagem, farmácia e equipe médica é o compromisso que assumimos para assegurar as melhores práticas assistenciais aos nossos pacientes e seus familiares.

 
 

PREVENÇÃO DO CÂNCER

O câncer é uma das doenças que mais cresceu nas últimas décadas, sendo hoje a segunda causa de morte no Brasil. Os tumores mais importantes na população brasileira são os de pulmão, próstata, mama, intestino, colo do útero, pele, cabeça e pescoço, esôfago e estômago.

A boa notícia é que cada vez mais encontramos meios eficazes de prevenção e diagnóstico precoce do câncer, seja através de hábitos de vida saudáveis ou com a realização de consultas médicas periódicas e exames preventivos de detecção precoce da doença.

TABAGISMO


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todo ano cinco milhões de pessoas morrem no mundo em virtude do cigarro. Não só o fumo ativo, mas a inalação passiva também aumenta os riscos de doenças. Além disso, o tabagismo está relacionado a mais de 50 doenças, como o câncer. Isso tudo associado à dependência que o indivíduo constrói na sua relação com o cigarro, um hábito impulsivo que reduz a expectativa de vida se não evitado.

“A dependência é o impulso que leva a pessoa a usar uma substância química de forma contínua ou periódica para obter prazer. No caso da dependência química, a pessoa é totalmente dominada pela substância, podendo passar pela síndrome de abstinência, se privada do uso”, explica a médica psiquiatra da CliniOnco, Raquel Carvalho. Diferente do vício, que é apenas um mau hábito repetitivo, a dependência causa nervosismo, desconforto físico e um desejo incontrolável de fumar. “Existe, no caso do cigarro, uma dependência física e psicológica. Não é simplesmente um vício”, alerta.

A nicotina é a maior vilã do fumante, mesmo que esse não se considere dependente. O ato de fumar pela primeira vez já provoca sintomas de abstinência e o desejo de fumar horas ou dias depois. E a cada tragada, a proximidade com um problema. Importante salientar que não é a dependência que causa o câncer, mas sim as substâncias cancerígenas que o fumo contém. A nicotina participa indiretamente com mais de 70 substâncias cancerígenas existentes na fumaça do cigarro. O componente com maior potencial cancerígeno são as nitrosaminas, que são liberadas na ponta acesa do cigarro e contribuem para o maior número de casos de cânceres em tabagistas passivos. Os malefícios do fumo aos pulmões são inúmeros, como o conjunto que envolve a doença pulmonar obstrutiva crônica, a predisposição ao desenvolvimento de infecções respiratórias, à asma, à laringite e a vários tipos de cânceres de toda via aérea.

A dependência do cigarro tem cura e ela começa com a decisão do tabagista de eliminar o hábito. Segundo a psiquiatra, a avaliação clínica vai indicar o grau de dependência do paciente, para que assim, o tratamento possa ser orientado. “O tratamento ideal é a integração do uso de medicação, como remédios baseados em terapia de reposição de nicotina e antidepressivos, e a psicoterapia. Associado, necessita-se da terapia cognitivo-comportamental, em grupo ou individual, para desenvolver técnicas que auxiliarão a permanecer sem fumar”, explica.




OBESIDADE


Para 2030, o sinal é vermelho. Estima-se que 42% dos adultos norte-americanos serão obesos, e cerca de um quarto desse grupo estará com níveis alarmantes de obesidade. No Brasil, o problema caminha a passos largos. Mais da metade dos brasileiros estão acima do peso e quase 16% são considerados obesos, segundo o Ministério da Saúde.

A maior causa da obesidade está ligada à má-alimentação. Enquanto nos Estados Unidos, o problema torna-se uma pandemia em função da grande quantidade de pessoas vítimas do problema, os brasileiros estão cada vez mais adeptos ao consumo de alimentos “americanizados”, nos chamados fast foods. Esse tipo de dieta contribui para o surgimento de uma série de doenças, como também, o aumento dos níveis de diabetes do tipo 2, levando a uma diminuição da expectativa de vida em pelo menos 10 anos. Além disso, cresce a incidência de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de tumores, como o câncer de mama e de intestino.

Casos de cânceres de estômago também possuem relação com excesso de peso e com o câncer de esôfago, ou seja, a obesidade causa uma tendência ao desenvolvimento de refluxo ácido do estômago para o esôfago. Este refluxo leva a uma inflamação chamada esofagite, que, em suas formas mais graves, leva ao câncer. Já em relação ao câncer de mama, estudos indicam que o acúmulo de gordura no tecido adiposo pode desenfrear a multiplicação de células malignas, o que explicaria a propensão ao câncer de mama. Da mesma forma, os alimentos defumados devem ser evitados por ser rico em nitritos, uma substância comprovadamente cancerígena para o estômago. Mas se há uma alimentação que exige atenção, também existem os alimentos protetores do organismo contra o câncer, como a ingesta de frutas e verduras frescas que são indicadas principalmente porque são ricas em vitaminas A e C. Essas vitaminas exercem um efeito protetor da mucosa do esôfago e do estômago, protegendo-a da ação danosa de elementos cancerígenos como o sal e as gorduras.




ATIVIDADE FÍSICA


O sedentarismo já é considerado entre alguns pesquisadores como uma pandemia mundial: a inatividade física é o quarto maior fator de risco para doenças crônicas, atrás somente da hipertensão, do tabagismo e do colesterol alto. E o problema está atingindo cada vez mais os jovens. Segundo o IBGE, apenas três em cada dez adolescentes brasileiros são considerados fisicamente ativos, ou seja, que praticam 300 minutos ou mais de exercício por semana. Quase oito em cada dez veem televisão por pelo menos duas horas por dia, o que é considerado excessivo pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse tipo de atitude tem origem nos hábitos familiares, que começam em casa, pois a família é a base estrutural de qualquer criança.

Brincar é fugir do sedentarismo. A brincadeira não tem hora nem idade para começar. Além de todos os benefícios para saúde, movimentar-se com a brincadeira estimula a sociabilização da criança, que aprende a viver em comunidade. Além disso, o simples ato de se organizar e esperar a sua vez para brincar no balanço ou no escorregador vai refletir no futuro. Brincar forma a cidadania, forma o ser humano.

A previsão é que até 2030, a inatividade física possa abreviar em até cinco anos a expectativa de vida, caso seja mantido o ritmo atual. Por isso, o alerta fica para quem está começando a vida. Os princípios para evitarmos isso no futuro estão em casa, com o incentivo dos pais.

ALERTA PARA O CÂNCER DE MAMA
Os hábitos na infância podem ser determinantes para a saúde na fase adulta, principalmente no que toca às mulheres. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), um estudo divulgado pela revista médica Lancet afirma que 13,4% dos casos de câncer de mama são diagnosticados em mulheres sedentárias. “Ao avaliarmos o sedentarismo no desenvolvimento do câncer de mama, fazemos um ajuste nos demais fatores de risco para analisarmos o seu efeito isolado. O risco relativo do sedentarismo é o mesmo após esse ajuste, responsável por um aumento de 33% no risco de câncer de mama”, explica a mastologista da CliniOnco, Kenia Borghetti.

Segundo a especialista, um estudo divulgado pela Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, também revelou que mulheres na pós-menopausa que caminham ao menos sete horas por semana, apresentam uma redução significativa de 14% na propensão ao desenvolvimento da neoplasia. “Promover a caminhada como uma forma de lazer pode ser uma estratégia efetiva para aumentar a atividade física entre as mulheres em fase de pós-menopausa. Pequenas mudanças no estilo de vida podem influenciar o risco de câncer de mama e fazer a diferença”, comenta Kenia.




EXPOSIÇÃO AO SOL


O Brasil é um país de grande faixa territorial que fica em sua maior parte entre o trópico de Capricórnio e a linha do Equador. Por sua localização geográfica, o sol incide quase a 90 graus em relação ao horizonte nos meses do verão, o que faz com que o nosso país tenha um dos maiores índices de insolação.

Os fótons de luz solar que atingem a Terra são compostos por luz infravermelha (56%), luz visível (39%) e raios ultravioletas (5%). Estes são responsáveis tanto por benefícios quanto por malefícios à pele. Os raios UVA e UVB atingem a superfície terrestre, e os raios UVC são absorvidos pela camada de ozônio. A radiação UVB tem seu pico por volta do meio dia e é maior nos meses de verão. A radiação UVA tende a ser a mesma durante todos os dias do ano.

A radiação é responsável por efeitos agudos: queimaduras, vermelhidão, bronzeamento, aumento de temperatura e produção de vitamina D. E também efeitos crônicos: espessamento da pele, manchas, sardas, câncer de pele e envelhecimento cutâneo.

MELANOMA

O melanoma representa menos de 5% dos casos de câncer de pele, mas é o tipo mais letal. É responsável por cerca de 80% das mortes por câncer de pele. O número de novos casos de melanoma tem aumentado significativamente nas últimas décadas. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a região sul apresenta a maior taxa de casos novos de melanoma por ano no país.

FATORES DE RISCO

  • Radiação ultravioleta: a associação da radiação ultravioleta (UV) do sol com o desenvolvimento do câncer de pele é comprovada. História de queimaduras com bolhas na infância e adolescência dobra o risco do indivíduo desenvolver melanoma.

  • História de melanoma: a história de melanoma na família está presente em cerca de 10% dos casos.

  • Características físicas: pele clara, cabelo loiro ou ruivo, olhos verdes ou azuis, tendência a sardas e pele que queima facilmente ao sol, sinais de pele (pintas) em grande número ou sinais grandes e irregulares.

  • Bronzeamento artificial: a exposição à radiação ultravioleta das câmaras de bronzeamento artificial está comprovadamente associada a maior risco de desenvolvimento de todos os tipos de câncer de pele, inclusive melanoma.

SINAIS E SINTOMAS


O melanoma inicia-se como uma lesão escura que aumenta de tamanho em extensão e/ou profundidade, com alteração de suas cores originais, surgimento de pontos pigmentados ao redor da lesão inicial, ulceração (formação de ferida), sangramento ou sintomas como coceira, dor ou inflamação.

As lesões suspeitas de melanoma apresentam características da regra do ABCDE:

  • Assimetria: formato irregular
  • Bordas irregulares: limites externos irregulares
  • Coloração variada: diferentes tonalidades de cor
  • Diâmetro: maior que 6 milímetros
  • Evolução: modificação ao longo do tempo

FATOR DE PROTEÇÃO SOLAR (FPS)

Todo filtro solar tem um número que determina o seu FPS, que é uma medida de laboratório que indica a eficácia do filtro. O FPS mede a proteção contra os raios UVB, responsáveis pela queimadura solar, mas não medem a proteção contra os raios UVA.

  • O que significa o valor do FPS? A pele, quando exposta ao sol sem proteção, leva um determinado tempo para ficar vermelha. Quando se usa um filtro solar com FPS 15, por exemplo, a mesma pele leva 15 vezes mais tempo para ficar vermelha.

  • Como devo escolher o FPS do meu filtro solar? O fator mínimo recomendado para uma proteção adequada é o FPS 15, aplicando o filtro generosamente sempre 20 a 30 minutos antes de se expor ao sol e reaplicado a cada 2 horas. Lembre-se de sempre reaplicar o FPS após mergulhar ou transpiração excessiva. Certifique-se de que o seu filtro solar bloqueia os raios UVA e UVB (filtro de amplo espectro).

CUIDADOS ESPECIAIS COM AS CRIANÇAS

  • A exposição solar, no início da vida, pode ter impacto crucial no surgimento do câncer de pele. As medidas fotoprotetoras do público infantil são distintas das dos adultos.
  • Lactentes menores de 6 meses não devem se expor ao sol diretamente, quando necessário, dar preferência a roupas e chapéus. Em casos especiais falar com seu dermatologista sobre o assunto.
  • Crianças acima de 6 meses não devem se expor diretamente ao sol entre as 10 e 15 horas.
    Usar chapéus e roupas protetoras em todas as idades.
  • Sempre dar preferência para os filtros infantis, com FPS maior ou igual a 30 e que tenha abrangência UVB e UVA. Até os 2 anos preferir os filtros físicos/inorgânicos.
  • Aplicar o filtro 15-30 minutos antes da exposição e reaplicar a cada 2 horas ou após imersão em água.
  • Aplicar 2 camadas consecutivas com a menor quantidade de roupa possível.
  • Crianças com riscos e/ou deficiência de vitamina D, não devem ser incentivados à exposição solar e sim reposição via oral.
  • Após a exposição solar as crianças podem usar cremes hidratantes conforme a indicação da idade exposta na embalagem.
  • Devem tomar bastante líquido para evitar desidratação.
  • REGRA DA SOMBRA: se a sombra do seu corpo no chão for menor que sua altura, a criança não deve se expor.

É IMPORTANTE ESTAR ATENTO AOS CUIDADOS ESPECIAIS QUE PRECISAM SER PRATICADOS COM A EXPOSIÇÃO DAS CRIANÇAS AO SOL.

LEMBRE-SE: O CÂNCER DE PELE É PLANTADO NA INFÂNCIA, CULTIVADO NA PUBERDADE E COLHIDO NA IDADE ADULTA.




ALIMENTAÇÃO


Um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer é a má-alimentação. Estima-se que a alimentação inadequada responda por aproximadamente 30% dos casos de câncer e a obesidade por mais 5% considerando que o tabagismo corresponde a 30%, fatores hereditários 15%, infecções 10% e outros fatores 10%.

Muito tem se pesquisado para definir quais os nutrientes que tem maior potencial de prevenir o câncer, vários componentes químicos contidos em diversos alimentos mostraram proteção em pesquisas experimentais, porém a comprovação em humanos do real efeito de cada substância nos diferentes tipos de cânceres é difícil de ser estabelecida.

O que está comprovado é que a ingesta de 5 a 7 porções de frutas e verduras tem um papel importante na diminuição do risco de câncer, principalmente do aparelho digestivo. Dentre as frutas, as mais estudadas são as frutas vermelhas, como mirtilos e uvas, tomates, pêssegos e as frutas cítricas como laranjas; entre os vegetais os mais estudados são o brócolis, a couve, o alho e a cebola; além destes, outras substâncias contidas na cúrcuma, no chá verde, em alimentos ricos em cálcio, em gorduras mono e polisaturadas como nozes, amêndoas, peixes e azeite de oliva têm apresentado estudos experimentais positivos.

Também cabe ressaltar que nos pacientes em tratamento para o câncer uma alimentação saudável tem papel importante na recuperação, no prognóstico e na diminuição do risco cirúrgico e dos efeitos colaterais de tratamentos como quimioterapia e radioterapia.




BEBIDAS ALCOÓLICAS


A associação entre álcool e câncer começou a ser comprovada nos anos 90 e, hoje, já temos evidências suficientes para considerá-lo uma substância carcinogênica. O mecanismo pelo qual o álcool provoca câncer começou a ser elucidado nos últimos anos.

Segundo o Fundo Mundial de Pesquisa em Câncer, as bebidas alcoólicas são comprovadamente associadas a tumores, como os de boca, laringe e faringe, de esôfago, de intestino nos homens e de mama nas mulheres. Além desses, há uma provável associação com o câncer de fígado e com o câncer de intestino nas mulheres.

Os mecanismos pelos quais o álcool causaria câncer começam a ser mais bem compreendidos, pois é comprovada sua potencialização de efeito carcinogênico do tabaco com o álcool. Onde esse mecanismo se apresenta mais evidente é nos tumores de cabeça e pescoço e de esôfago, em que as mutações do DNA induzidas pelo cigarro têm menos chance de serem reparadas nas células diante da presença do álcool, além disso, o etanol parece servir de solvente aumentando a penetração de outras substâncias carcinogênicas na mucosa desses órgãos. Outros mecanismos envolvidos têm relação com a deficiência de absorção de folato no intestino e na interferência de vias hormonais e de receptores estrogênicos no câncer de mama.

Por outro lado, alguns estudos sugerem que uma substância chamada resveratrol que está presente no vinho tinto em altas concentrações, poderia ser um fator protetor para o câncer. Algumas evidências mostram que o consumo de vinho tinto em doses baixas - um copo para mulheres e dois para homens (até 30g/ dia) - poderia ter um efeito protetor na formação de câncer, exatamente em tumores associados ao álcool em outros estudos, como os tumores de esôfago, intestino e mama, assim como teria influência na diminuição do risco de doenças cardiovasculares, como o infarto.

Sendo assim, não temos uma definição científica exata sobre todas essas questões, mas com certeza sabemos que o álcool em doses excessivas - mais de 30g/dia - é prejudicial à saúde, além de poder causar vício e levar ao alcoolismo. Por essas razões, não recomendamos que alguém inicie a beber. O papel da família e dos amigos em não incentivar o uso precoce de álcool nos adolescentes, assim como auxiliar no momento de largar o vício é essencial no controle e prevenção do alcoolismo. E sempre lembramos que se beber, não dirija, pois esse é o principal fator de risco para a mortalidade associado às bebidas alcoólicas.

Por Dr. Rafael Castilho Pinto - CRM 19.876

Médico Proctologista do Centro de Intestino da CliniOnco

Médico do Centro de Prevenção da CliniOnco




HPV


O ano de 2014 será lembrado pela inclusão de uma vacina no calendário do sistema público de saúde do país. A imunização contra o HPV (Papilomavirus Humano) é uma proteção a mais contra doenças sexualmente transmissíveis e, especialmente, uma forma de prevenção do câncer de colo do útero. Desde março de 2014, o Ministério da Saúde iniciou a campanha nacional de vacinação para meninas de 11 a 13 anos de idade. Com o objetivo de imunizar as adolescentes que ainda não iniciaram a vida sexual considerando que cerca de 70% das mulheres já tiveram contato com alguma variação do vírus do Papiloma Vírus Humano.

O HPV é um vírus geralmente de transmissão sexual, considerado como a DST (doença sexualmente transmissível) mais frequente no mundo inteiro. Com mais de cem variações, é capaz de induzir desde lesões de pele ou mucosa até o surgimento do câncer de colo do útero.

A vacinação compreende três doses, em três etapas distintas respeitando os prazos definidos nos protocolos de imunização. Veja abaixo alguns pontos sobre a vacinação contra o HPV:

  • A vacina é constituída por fragmentos inativos do Papiloma Vírus Humano, portanto, não oferece riscos à pessoa vacinada de desenvolver a infecção pelo HPV.
  • Está contraindicada para gestantes ou pessoas que apresentaram reação alérgica a algum componente da vacina. Os estudos não mostraram efeitos colaterais graves. Os mais comuns incluem dor no local da vacina (intramuscular), febre, cefaleia e náuseas.
  • A vacina oferecida pela rede pública é tetravalente e tem ação contra os tipos de HPV 16, 18, 6 e 11. As variações 16 e 18 estão associadas diretamente aos cânceres de colo de útero, vaginal, anal e de pênis. Já os tipos 6 e 11 estão relacionados com verrugas ano-genitais.
  • Segundo o Ministério da Saúde, devem ser vacinadas meninas entre 11 e 13 anos, com a devida autorização dos pais. É importante esclarecer que a vacina deve ser feita antes da primeira relação sexual, caso contrário a eficácia poderá estar comprometida.
  • Conforme estudos sobre imunização, os anticorpos contra o HPV agem um mês após a primeira dose, logo, as três doses aumentam a eficácia da vacina. Após a terceira dose, não há necessidade de reforço.
  • A vacina não apresenta interação com outros medicamentos.

PREVINA-SE

  • O HPV é altamente contagioso, uma exposição é o suficiente para adquiri-lo.
  • Saiba que o HPV pode não ter sinais e nem sintomas, por isso é fundamental que a mulher esteja em dia com os exames de rotina, como o Papanicolau.
  • Alguns cuidados são fundamentais para que o risco de contágio seja reduzido como: evitar se relacionar com múltiplos parceiros sem o uso de preservativo, consultar o médico caso haja comportamento de risco e não compartilhar objetos de higiene pessoal, como toalhas.




SAIBA MAIS SOBRE A PREVENÇÃO DOS PRINCIPAIS TIPOS DE CÂNCER


  • Prevenção Geral: toda pessoa de qualquer idade pode consultar para fazer prevenção geral do câncer, focando principalmente na orientação de hábitos de vida saudáveis e na avaliação dos fatores de risco individuais.

  • Pulmão: todo o fumante deve consultar o médico pneumologista e fazer tratamento para parar de fumar.

  • Mama: todas as mulheres devem consultar o médico mastologista ou ginecologista a partir dos 35 anos, mulheres com história familiar de câncer de mama devem iniciar a prevenção precocemente.

  • Intestino: todas as pessoas devem consultar o médico proctologista a partir dos 50 anos, pessoas com história familiar de pólipos ou câncer de intestino devem iniciar a prevenção aos 40 anos.

  • Colo do Útero: todas as mulheres devem consultar com o médico ginecologista antes de iniciar sua atividade sexual.

  • Pele: pessoas de qualquer idade que tenham pele clara ou sinais da pele devem consultar o médico dermatologista.

  • Próstata: todos os homens devem consultar o médico urologista a partir dos 50 anos. Pessoas com história familiar de câncer de próstata devem iniciar a prevenção aos 45 anos.

  • Outros tipos de cânceres: em alguns tipos de cânceres não está recomendada a prevenção para todos os indivíduos da população, mas sim em alguns grupos de risco, dentre estes tumores salientamos os de cabeça e pescoço, do útero e ovários, de esôfago e estômago e de fígado.

Por Dr. Rafael Castilho Pinto - CRM 19.876

Médico Proctologista do Centro de Intestino da CliniOnco

Médico do Centro de Prevenção da CliniOnco





 

DIAGNÓSTICO DO CÂNCER

O câncer é uma doença complexa e multifatorial. Ele apresenta-se com uma imensa diversidade quanto ao seu tipo e sua localização no organismo. A precisão diagnóstica é o diferencial para se estabelecer o melhor tratamento para o paciente.

Para que o médico possa definir um plano terapêutico adequado a cada tipo de câncer, além da avaliação clínica a partir do exame físico, dos sinais e sintomas e estado geral do paciente, ele precisa ter o amparo de exames diagnósticos. Estes podem ser de imagens, como: Tomografia, Ressonância Magnética, RX, Ecografias; Exames laboratoriais; Biópsia; Marcadores tumorais, entre outros.

Na CliniOnco, a Unidade de Medicina Diagnóstica conta com a realização de exames em algumas especialidades que auxiliarão na detecção específica para cada tipo de tumor ou nos casos de lesões pré-malignas. Com o objetivo de integrar as especialidades médicas e agilizar o agendamento de exames dentro da instituição, atualmente, disponibilizamos a ecografia abdominal total, dermatoscopia digital, videonasofaringolaringoscopia, retosigmoidoscopia e a colposcopia.

ECOGRAFIA ABDOMINAL TOTAL


A Ultrassonografia (US) de Abdome Total, também denominada de Ecografia, é um exame radiológico feito através de um aparelho específico que gera imagens em alta resolução usando ondas sonoras de alta frequência. É utilizado para avaliação, seguimento, diagnóstico e caracterização das alterações dos órgãos do abdômen. É um método que não utiliza nenhum tipo de radiação, não apresenta efeitos colaterais e não requer anestesia para o procedimento. A criação da imagem se dá devido a produção de ondas sonoras de alta frequência que são enviadas em direção aos órgãos internos, recebidas pelo eco e interpretada pelo computador que transforma esse eco em imagem. Os órgãos refletem as ondas sonoras de volta para a pele. O transdutor com um gel, que ajuda com que as ondas sonoras passem entre a pele e o transdutor, as recebe e elas se tornam uma imagem visível na máquina. As imagens são vistas conforme aparecem na tela da máquina. Uma foto ou um vídeo de imagens em movimento pode ser criado. Por meio de uma ultrassonografia com doppler, permite visualizar o fluxo sanguíneo nos principais vasos, caracterizando as lesões detectadas.

A ecografia é provavelmente o método de imagem mais frequentemente solicitado no “check-up” para a avaliação dos órgãos parenquimatosos do abdome. É o único método de imagem realizado em tempo real. Permite a formação das imagens em múltiplos planos, além de ser necessário o contato direto com o paciente, facilitando a obtenção de dados clínicos.

O exame é feito nas mais variadas situações. Ele geralmente é solicitado em caso de dores no abdômen, as quais podem ser oriundas de pedras na vesícula biliar, inflamação do pâncreas, inflamação do fígado ou algum problema nos rins. Detecta também problemas localizados mais abaixo do abdômen, como apendicite, cálculo na bexiga e problemas na próstata.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 180 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com o vírus da hepatite C, representando 3% da população mundial. É atualmente a principal causa de transplante hepático, responsável por 60% das hepatopatias crônicas. No Brasil, estima-se que existam cerca de 4,5 milhões de pessoas contaminadas com o vírus C. Na cidade de Porto Alegre, a prevalência estimada de hepatite C é de 2% da população adulta entre os doadores de sangue.

Na Clinionco, há uma atenção diferenciada aos pacientes com doenças do fígado, e a ecografia tem um papel fundamental nas patologias hepáticas. No entanto, é fundamental, além de um aparelho de tecnologia avançada, a realização do exame por profissionais treinados na avaliação do fígado cirrótico, uma vez que pode ser muito mais complexa a análise de alterações neste órgão. Todo o paciente com cirrose hepática, seja ela causada pelo vírus da hepatite C ou qualquer outra etiologia, deve realizar ecografia abdominal a cada 6 meses, por apresentarem alto risco para o câncer de fígado.

Por outro lado, com o advento dos novos aparelhos de ecografia para a avaliação do abdômen, um maior número de pacientes com nódulos no fígado têm sido diagnosticados em exames realizados por outras causas, muitas vezes apenas como exame de rotina. Certas lesões como cistos hepáticos, hemangiomas e esteatose focal, caracterizada pelo aumento do conteúdo de gordura no parênquima hepático, são frequentemente diagnosticadas com facilidade pela ecografia. O fígado é o órgão mais comumente atingido por metástases, especialmente de tumores do trato gastrointestinal e a ecografia tem um papel importante no diagnóstico destas lesões focais.

Por Dra. Fernando Branco - CRM 23.014

Ecografista da Unidade de Medicina Diagnóstica CliniOnco

Médica do Centro de Câncer do Aparelho Digestivo da CliniOnco




MELANOMA CUTÂNEO E DERMASTOCOPIA DIGITAL


O melanoma cutâneo, apesar de ser o menos comum dos cânceres de pele, é o mais grave e potencialmente fatal por apresentar um alto potencial de produzir metástases, ou seja, se espalhar para outros órgãos do corpo. Ainda assim, se o tumor for detectado precocemente, são obtidas altas taxas de cura apenas com tratamento cirúrgico.

Classicamente, as manifestações clínicas do melanoma se resumem ao ABCDE, ou seja, um sinal Assimétrico, com Bordas irregulares, várias Cores, Diâmetro superior a 6mm ou com história de evolução, ou seja, modificação ao longo do tempo. No entanto, o diagnóstico clínico pode ser tardio ou complexo, como no caso de pacientes com múltiplos sinais na pele, muitas vezes irregulares, tornando praticamente impossível que o paciente possa reconhecer sozinho um possível melanoma.

Com os recursos diagnósticos atuais, como o mapeamento corporal e dermatoscopia digital, conseguimos diagnosticar melanomas antes de apresentarem tais características clínicas, aumentando muito as chances de cura do paciente.

O mapeamento corporal consiste na realização de imagens de todo o corpo do paciente, em posições padronizadas, para que se possa comparar essas imagens ao longo do tempo. Este dado é de extrema importância, pois se sabe que lesões novas ou aquelas que se alteram com o tempo são suspeitas de melanoma.

A dermatoscopia digital possibilita o registro dos sinais e analise minuciosa dos mesmos com aumento de 20 a 70 vezes, permitindo a identificação de lesões suspeitas e armazenamento das imagens para posterior acompanhamento. O exame sequencial permite a comparação com imagens anteriores e detecção imediata de alterações sugestivas de malignidade, permitindo o diagnóstico muito precoce de melanoma.

A técnica também permite diminuir as biópsias e cicatrizes desnecessárias, visto que os sinais que se mantêm estáveis durante o tempo não necessitam remoção.

Este exame está indicado para pacientes com aumento do risco para desenvolver melanoma, principalmente presença de múltiplos nevos melanocíticos (sinais), nevos atípicos/displásicos (sinais irregulares) e história pessoal e familiar de melanoma.




COLONOSCOPIA


O câncer do intestino é uma doença com alta incidência em nossa população. Seu tratamento envolve uma combinação de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Além disso, tem-se demonstrado que esta doença pode ser evitada: no cólon, a maioria dos tumores malignos evolui a partir de pólipos (pequenas “verrugas”) intestinais que podem ser ressecados, interrompendo seu desenvolvimento.

A indicação da avaliação intestinal pode vir de sintomas como sangramento anal ou mau funcionamento intestinal. Mas os sintomas não são claros o suficiente para servir de alerta. Essa é a justificativa para que a colonoscopia seja proposta a quem nada sente, apenas com o intuito de evitar o surgimento ou diagnosticar precocemente este câncer.

Falando do exame em si, a colonoscopia pode ser dividida em 3 etapas: na primeira, faz-se a limpeza do intestino (restringindo a dieta e usando laxativos), a qual é intensa mesmo nas 6-8 horas antes do exame. Na segunda, o paciente é sedado pelo anestesista ou pelo próprio proctologista e dorme enquanto o cólon é inspecionado e, na presença de lesões de interesse, tratado. A terceira fase é a recuperação, onde até podem restar algumas cólicas em função do ar que foi injetado, mas que em geral é muito tranquila.

É possível que você esteja pensando: sim, mas, existem riscos ou alternativas? Os riscos da colonoscopia são maiores quanto maiores são os pólipos a serem retirados (e mesmo assim muito pequenos). E não podemos nos esquecer que também que é neste momento em que o benefício é maior: essas são as lesões que possuem maior risco de malignização no médio prazo. Quanto às alternativas, duas merecem ser citadas: uma delas a colonografia (ou “colonoscopia virtual” – uma tomografia computadorizada de abdome cujas imagens do cólon são recriadas por computador) e a capsula endoscópica (uma pílula que ao passear pelo intestino produz várias imagens da mucosa). Na comparação, entretanto, todos exigem o preparo e apenas a colonoscopia convencional é capaz de fazer não só o diagnóstico, mas também o tratamento das lesões precursoras.

Agora você já sabe um pouco sobre o assunto. Converse com seu médico ou com um especialista desta área. Esclareça dúvidas e perca o receio: os benefícios são claros e estão a o seu alcance.

Por Dr. Vitor Binda - proctologista do Centro do Câncer de Intestino da CliniOnco




RETOSIGMOIDOSCOPIA


A Retossigmoidoscopia é um exame que estuda a mucosa do reto e da parte final do intestino grosso, o cólon sigmóide. Utilizado como complemento do exame proctológico, é de fácil e rápida realização, dura cerca de 5 minutos, e pode ser realizado no mesmo momento da consulta com mínima ou nenhuma preparação. O exame é bem tolerado pela maioria dos pacientes e raramente causa dor. Existe sempre a sensação de pressão pela introdução do aparelho e de ar para a melhor visualização da mucosa intestinal.

Este exame é de grande utilidade para o diagnóstico de várias afecções da parte distal do intestino como tumores retais, pólipos, estenoses do reto, alterações causadas por radioterapia pélvica (próstata e colo do útero), retites e outras infecções e inflamações intestinais. Este exame é importante como avaliação inicial na presença de sintomas de sangramento e secreção (muco) nas fezes, alterações do funcionamento do intestino como diarreia ou constipação e na avaliação mais completa de pacientes com hemorroidas e outras afecções anais.

A realização da retossigmoidoscopia, em muitos casos, pode agilizar o diagnóstico de várias patologias, antes mesmo da colonoscopia, ou seja, procedimento endoscópico que proporciona a visão direta da parte interna dos intestinos em seus mínimos detalhes e tem a finalidade diagnóstica e também pode ser utilizado com fins terapêuticos, como a ressecção de pequenas lesões tumorais. Necessita preparação, sedação e realização em ambiente hospital ou com estrutura para tal. O médico Proctologista é o profissional habilitado para a realização de exames de Retossigmoidoscopia e Colonoscopia.

Devemos lembrar que o câncer de intestino é o segundo tumor mais comum entre as mulheres e o terceiro entre os homens no Rio Grande do Sul e que Porto Alegre é a capital com maior número de casos novos nos últimos anos, segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer). A prevenção do câncer intestinal traz ótimos resultados pela detecção precoce de lesões pré-malignas, que são os pólipos intestinais, os quais podem ser removidos durante a realização dos exames, evitando o desenvolvimento das lesões malignas. E mesmo nos tumores já estabelecidos, as chances de cura sobem para até 90% nos casos de diagnóstico precoce.

A prevenção do câncer intestinal deve ser recomendada para todos os pacientes a partir dos 50 anos e nos mais jovens conforme histórico familiar e avaliação médica. Os exames de Retossigmoidoscopia e Colonoscopia são ferramentas importantes na prevenção e detecção precoce destes tumores.

Por Dr. Rafael Castilho Pinto - CRM 19.876

Médico Proctologista do Centro de Intestino da CliniOnco

Médico do Centro de Prevenção da CliniOnco




VIDEONASOFARINGOLARINGOSCOPIA


Laringoscopia é o exame da porção mais alta das vias aéreas (nariz, laringe e faringe) através de um aparelho endoscópico chamado laringoscópio. No caso de visualização em vídeo, o exame recebe o nome de videolaringoscopia ou videonasolaringoscopia.

É um aparelho que consiste em um fino tubo flexível de fibras óticas, com uma minicâmara em sua extremidade que permite ao médico visualizar, através de um vídeo, o interior das vias aéreas superiores e gravar as imagens correspondentes.

O exame geralmente é feito em ambulatório normalmente com o paciente na posição sentado e dura de 5 a 10 minutos. Não causa maiores incômodos que os decorrentes da introdução do aparelho. A laringe e a faringe recebe previamente uma anestesia tópica, geralmente sob a forma de spray.

Este exame é realizado na CliniOnco pelo médico-cirurgião do Centro de Cabeça e Pescoço, Dr. Marclei Luzardo.





 

TRATAMENTO DO CÂNCER

O Centro de Tratamento é responsável pela administração da Terapia Antineoplásica (conjunto de medicamentos utilizados para combater o câncer, entre eles está a quimioterapia citotóxica, a hormonioterapia, a imunoterapia e a terapia-alvo) e por todos os cuidados relacionados a esta etapa de tratamento do câncer. O paciente não recebe apenas as drogas antineoplásicas, mas toda a atenção e cuidados necessários para a eficácia e segurança do tratamento. Além de um ambiente confortável, acolhedor e com toda a infra-estrutura e recursos para pronto atendimento de urgências e emergências.

A equipe é composta por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem especializados, capacitados e em constante desenvolvimento.

1 - NOVOS TRATAMENTOS EM ONCOLOGIA


Oncologistas clínicos e pesquisadores estão constantemente em busca de novos caminhos para aumentar a eficácia e diminuir a toxicidade dos tratamentos já conhecidos. Todo o avanço da oncologia baseia-se nos resultados de estudos clínicos - a Pesquisa Clínica. Isto inclui novas técnicas cirúrgicas, novos métodos de radioterapia e o desenvolvimento de novos agentes quimioterápicos. Tanto a cirurgia quanto a radioterapia são indicadas para o controle local ou loco regional.

O tratamento oncológico ideal cada vez mais se torna multidisciplinar. Para aumentar o arsenal terapêutico, uma nova classe de agentes vem se desenvolvendo: a terapia-alvo. Este tem sido um novo campo de pesquisa em rápido crescimento.




2 - O QUE É TERAPIA-ALVO?


Terapia-alvo é um termo geral que se refere a medicações ou drogas que têm foco em local específico (alvo) no crescimento e desenvolvimento de células tumorais. Por agir em locais alvo importantes, estes agentes destroem as células tumorais diretamente. Os alvos (ou locais de ação específicos) são tipicamente moléculas ou pequenas partículas presentes nas células ou no espaço que as circunda que são conhecidos por desempenhar um papel importante na formação e no desenvolvimento do câncer.




3 - CLASSES DA TERAPIA-ALVO


Há várias classes de terapias-alvo:

  • Inibidores do receptor da tirosina Kinase:
    Ex: Herceptin, Iressa, Tarceva e Erbitux
  • Inibidores da Angiogênese:
    Ex: Avastin
  • Inibidores do Proteossoma:
    Ex: Velcade
  • Imunoterapia-alvo:
    Ex: Mabthera




4 - INIIDORES DA TIROSINA KINASE


O receptor da tirosina Kinase é uma estrutura molecular ou um ponto na superfície da célula que se liga a substâncias como hormônios, antígenos, drogas ou neurotransmissores. Quando ocorre a ligação com uma dessas substâncias no receptor de tirosina Kinase é desencadeada uma série de reações químicas que se propagam para o interior da célula e podem resultar em multiplicação celular, morte, amadurecimento e/ou migração celular. Nas células tumorais todas essas reações são importantes para o crescimento e disseminação do tumor. Bloqueando o receptor da tirosina Kinase, poderemos evitar essa reação química e diminuir as chances de sobrevivência do tumor.

Há vários tipos de receptores de tirosina Kinase no corpo humano. Os mais estudados em oncologia são os da família HER (human epidermal receptor): HER 1 (também chamado de EGFR - epidermal growth factor receptor), HER 2 (ErbB2 ou HER2/neu), HER3 (ErbB3) e HER4 (ErbB4).

INIBIDORES DO EGFR - HER1
Neste grupo estão as seguintes medicações:

  • Iressa (geftinib) - estudado principalmente para o tratamento do câncer de pulmão.
  • Tarceva (erlotinib) - estudado principalmente para o tratamento do câncer de pulmão e já disponível comercialmente.
  • Erbitux (cetuximab) - estudado principalmente para o tratamento do câncer de cabeça e pescoço e de tumores colorretais.

INIBIDORES DO HER2/neu inhibitors:

  • Herceptin (Transtuzumab) - estudado e aprovado para o tratamento do câncer de mama que apresenta HER2 positivo.
  • INIBIDORES DO HER2 E HER1:
    Lapatinib - estudado para o tratamento do câncer de mama.




5 - MODIFICADORES DA RESPOSTA BIOLÓGICA


Medicamentos que ajudam o sistema imunológico do organismo a lutar contra o câncer:

  • Interferon
  • Interleucina
  • Fatores de estimulação mielóide e linfóide (Eritropoetina, Filgratima)
  • Imunomodulação não-específica (Talidomida, Lenalidomida).





 

MANUAIS DE ORIENTAÇÃO

Com o propósito de fornecer informações ao paciente com câncer e os cuidados especiais pertinentes ao tratamento antineoplásico, nossa Equipe Multidisciplinar desenvolveu uma série de orientações que contribuem para minimizar os efeitos da quimioterapia, além de, auxiliar não só o paciente, como também seu familiar, com o máximo de informações que possam contribuir para desmitificar os diversos questionamentos que surgem sobre o assunto.

ALTERACOES-GASTROINTESTINAIS-NAUSEAS-E-VOMITOS.jpg

Alterações Gastrointestinais

Náusea e Vômito

ALTERACOES-INTESTINAIS-DIARREIA-E-CONSTIPACAO.jpg

Alterações Intestinais

Diarreia e Constipação

AMBULATORIO-DE-QUIMIOTERAPIA.jpg

Ambulatório de

Quimioterapia

CATTER-TOTALMENTE-IMPLANTADO.jpg

Cateter Totalmente

Implantado

COVID-19.jpg

Covid-19

CRIOTERAPIA-CAPÍLAR-RESFRIAMENTO-DO-COURO-CABELUDO.jpg

Crioterapia Capilar

Resfriamento do Couro Cabeludo

DIREITOS-E-DEVERES-DO-PACIENTE.jpg

Diretos e Deveres

do Paciente

FADIGA.jpg

Fadiga

O Cansaço que Limita

INICIO-DE-TRATAMENTO-ONCOLOGICO.jpg

Início de Tratamento

Oncológico

MANEJO-DA-INSONIA.jpg

Manejo da

Insônia

MUCOSITE-BUCAL.jpg

Mucosite

Bucal

NEUROPATIA-PERIFERICA.jpg

Neuropatia

Perférica

NEUTROPENIA-FEBRIL.jpg

Neutropenia

Febril

ORIENTACOES-DIETETICAS-DURANTE-A-QUIMIOTERAPIA.jpg

Orientações Dietéticas

Durante a Quimioterapia

RISCO-DE-QUEDA.jpg

Risco de 

Queda

SEXUALIDADE-E-CANCER.jpg

Sexualidade

e Câncer

TERMINO-TRATAMENTO-ONCOLOGICO.jpg

Término do Tratamento

Oncológico

TRATAMENTO-COM-IMUNO-BCG.jpg

Tratamento com

Imuno - BCG

TROMBOEMBOLISMO-VENOSO.jpg

Tromboembolismo

Venoso - TEV

UTILIZACAO-DE-OXIGENIO.jpg

Utilização de Oxigênio