Sala de Imprensa

27-09-2011

Transtornos psiquiátricos podem prejudicar o tratamento do câncer

Especialistas da CliniOnco alertam para a importância dos cuidados

com os fatores emocionais em pacientes com o diagnóstico.

      Estudos do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) mostram que quase 50% dos pacientes com câncer desenvolvem algum transtorno psiquiátrico. Isso porque o câncer e seus tratamentos representam uma fonte grande de estresse.

      De acordo com a psiquiatra da CliniOnco, Janine Conceição, o período que esse transtorno costuma acontecer é, geralmente, após o diagnóstico da doença. Estes sentimentos são esperados e entendidos como uma reação “normal” quando a pessoa toma consciência do câncer e os tratamentos que irá enfrentar. Segundo Janine, as pesquisas e a experiência clínica mostram que os fatores emocionais, não tratados, podem influenciar negativamente no curso do tratamento e da doença. “Em todas as situações em que ocorrer um desequilíbrio com prejuízo ao paciente, é recomendado o auxilio de um psiquiatra” analisa.

      No entanto, além do tratamento em psiquiatria, o acompanhamento de um psicólogo é fundamental para a recuperação do equilíbrio. Na CliniOnco, a psicóloga Carla Mannino, coordena há oito anos, o grupo ComVida que é um grupo de apoio e aberto, ou seja, as pessoas vem quando querem, sem vínculo de obrigatoriedade ou cobranças. Segundo a psicóloga, o objetivo da terapia em grupo é oferecer ajuda mútua entre os participantes. “Não é uma psicoterapia propriamente dita, mas quando se compartilha sentimentos entre iguais, isso tem uma condição de ajuda que é bastante eficiente. Os pacientes participam porque querem, através da ajuda ao outro, ajudarem a si próprios também. Ouvir de alguém que já passou pela mesma situação é muito bom, faz com que se acredite que é possível” conta.

      Para Tânia Rodrigues, paciente da CliniOnco, essa realidade se confirmou. “"Quando recebi o diagnóstico de que eu estava com câncer de mama fiquei em choque e sem saber exatamente o que isto iria significar na minha vida"”, confirma. No entanto, já na primeira consulta, Tânia conseguiu conversar sobre todos seus medos e traumas e, principalmente, o sofrimento de ter um câncer, que a deixava com a auto-estima muito baixa.
“          "Após algumas consultas, eu já me senti bem melhor, mais confiante no tratamento e em mim mesma. Passei a ver que eu era muito mais do que aquela doença, que eu era forte, decidida e muito amada por todos que me conheciam e que eu venceria a doença" relembra.

        Práticas - Conforme a psiquiatra da CliniOnco, existem muitas práticas terapêuticas, que são utilizadas e escolhidas para cada tipo de paciente, dependendo de suas necessidades, estado físico e psicológico. “As terapias podem ser individuais ou em grupo. Também podem ser de apoio, comportamental e lúdica. Além do tratamento individual, as atividades em grupo oferecem um ganho, já que todos os participantes têm ou tiveram câncer”, conta.

        Resultados - A melhora dos pacientes que apresentam alguma demanda psiquiátrica, com o tratamento medicamentoso e as terapias propostas, é grande. A especialista destaca que os índices dependem de vários fatores. “Se tivermos um paciente com um câncer agressivo e de evolução muito rápida, muitas vezes não é possível nem que ele evolua nas fases emocionais e por vezes até não tenha o tempo para receber a ajuda, o que é muito diferente em um paciente com um câncer que foi diagnosticado em fase inicial, que consegue ter uma intervenção rápida e até a cura, e que terá evolução longa e com os ganhos das terapias a longo prazo, para sua nova vida”, finaliza.

R.Dona Laura, 226 - Moinhos de Vento
Porto Alegre - RS

2012 - © Clinionco - Todos os direitos reservados
desenvolvimento: studiobah / f1 soluções
webmail topo