Orientações da equipe
Em Desenvolvimento.
1 - O papel do farmacêutico
O processo e o desenvolvimento da oncologia exige cada vez mais a participação do farmacêutico como profissional qualificado, aplicando seus esforços na busca pela qualidade e pela segurança nos serviços prestados pela categoria. Cabe a ele a busca por conhecimentos científicos e a atualização constante em relação às novas terapias, assim como aspectos farmacológicos das medicações em uso. A assistência farmacêutica compreende, entre outras atividades, a conservação, o controle de qualidade, a eficácia terapêutica dos medicamentos e a farmacovigilância.
A principal atividade do farmacêutico oncológico é a manipulação das drogas antineoplásicas. Este procedimento requer atenção e concentração e é realizado em área restrita, da qual os medicamentos saem prontos para serem administrados, pela enfermagem. Além disso, os farmacêuticos desenvolvem o processo de atenção farmacêutica, em que o paciente é orientado pelo farmacêutico a fim de garantir o uso racional dos medicamentos e a manutenção da efetividade e segurança do tratamento.
O tratamento é individualizado. A dose do paciente é prescrita a partir do seu peso e da sua altura, o que denominamos de superfície corporal. Na maioria das vezes, os medicamentos vêm acondicionados em frascos ou ampolas das indústrias farmacêuticas. Estes medicamentos apresentam-se sob variadas formas farmacêuticas. Podem ser encontrados nas seguintes fórmulas:
1. Pó liofiolizado: dessa forma as medicações precisam ser reconstituídas com o diluente indicado na bula;
2. Na forma líquida: pronta para uso.
3. Seringas: pronto para administração, já vem preparado na diluição e dose adequada.
4. Comprimidos: prontos para serem administrados por via oral.
É importante ressaltar que cada medicamento apresenta sua peculiaridade.
As drogas antineoplásicas são preparadas em uma área limpa, reservada ao farmacêutico, na qual encontra-se a capela de fluxo laminar. Esta capela assemelha-se a uma cabine provida de ventilação e exaustão, de forma a proteger tanto o manipulador quanto o produto manipulado de possíveis contaminações. O profissional deve paramentar-se com vestuário especial, composto de avental impermeável, gorro, propés, luvas , máscara e óculos de proteção.
Suas ferramentas de trabalho são: seringas, agulhas, soros e a medicação/ antineoplásico propriamente dito, entre outros materiais estéreis. A preparação do medicamento consiste na sua diluição, ou seja, na transferência do medicamento do seu frasco original para uma bolsa de soro ou seringa, de modo seguro e asséptico, a fim de que o mesmo possa ser administrado garantindo segurança e eficácia necessárias ao tratamento do paciente. Os veículos mais comuns são: soro fisiológico 0,9% e a glicose 5 %, apresentando-se em volumes variados de 50 ml, 100 ml, 250 ml, 500 ml e 1000 ml. Preconiza-se que algumas medicações sejam dispensadas em seringas. A indicação do veículo é preconizada pelo laboratório fabricante da droga e prescrita pelo médico.
A prescrição é prerrogativa médica e o farmacêutico não tem autonomia para alterar ou suspender qualquer medicação. Porém, ele é o profissional responsável pela análise das prescrições e deve discutir com sua equipe as particularidades de diluição, administração e preparo.
É desta forma que trabalhamos em equipe na farmácia oncológica.
2 - Efeitos colateriais mais comuns das medicações
As medicações antineoplásicas além de agirem em células doentes, atuam também nas células sadias. Devido a este efeito sistêmico, as medicações podem causar efeitos colaterais. Abordaremos os efeitos mais comuns das medicações.
Isto não significa que essencialmente o paciente em tratamento apresentará estes sintomas. Os efeitos colaterais podem ser diferentes de intensidade, dependendo da sensibilidade individual, tipo de doença e dose administrada.
A fim de minimizar tais efeitos, o paciente recebe primeiramente a pré-medicação, e ao final da quimioterapia a pós-medicação quando necessário, reduzindo estes efeitos colaterais.
- ÁCIDO ZOLEDRÔNICO: síndrome semelhante a gripe, febre, fadiga e arrepios;
- BLEOMICINA: estomatite, náuseas e vômitos leves, febre e calafrios;
- CARBOPLATINA: anemia, náuseas e vômitos leves;
- CARMUSTINA: isquemia do miocárdio ( com altas doses, RARAMENTE ), rubor facial, náuseas e vômitos, ardor e dor no local da injeção;
- CICLOFOSFAMIDA: alopecia ( variando de parcial até total ), rubor facial, hiperpigmentação ( pele e unhas das mãos ), náuseas e vômitos, cistite hemorrágica ( poucos casos ), sensação de desconforto nasal ou desconforto facial durante a administração;
- CISPLATINA: náuseas e vômitos de moderados a graves, ardor durante a infusão, edema facial e zumbido com pequena freqüência;
- CITARABINA: náuseas e vômitos, diarréia e anorexia;
- DACARBAZINA: rubor facial, formigamento facial, náuseas e vômitos e dor no local da injeção;
- DACTINOMICINA: rubor de face, náuseas e vômitos, anorexia, febre, calafrios e dor;
- DOCETAXEL: retenção hídrica, reações cutâneas, alopecia, náusea, diarréia, vômitos, reações de hipersensibilidade, dores musculares, reações neurosensoriais e fadiga;
- DOXORRUBICINA: rubor facial com injeção rápida, alopecia ( total na maioria dos pacientes ), hiperpigmentação nos dedos das mãos, náuseas e vômitos, diarréia, mucosite, erupção cutâneas, febre ,calafrios, dor no local da injeção e coloração avermelhada na urina por 1 ou 2 dias;
- DOXORRUBICINA LIPOSSOMAL: alopecia, erupção cutânea, náuseas, vômitos e estomatite;
- EPIRRUBICINA: arritmias transitória, alopecia, náuseas e vômitos, mucosite, diarréia, e coloração avermelhada na urina por 1 ou 2 dias;
- ETOPOSIDE: hipotensão, alopécia frequente, eritema palmar ( somente com altas doses ), náuseas e vômitos;
- FILGRATIMA: hipotensão leve, reação no local da injeção e fadiga;
- FLUDARABINA: náuseas e vômitos, febre, calafrio e fadiga;
-FLUOROURACIL: hiperpigmentação sobre as veias utilizadas, diarréia, lacrimejamento excessivo e conjutivite;
- GEMCITABINA: náuseas e vômitos, falta de ar frequentemente relatada, erupção cutânea acompanha de prurido e sintomatologia semelhante a gripe (febre, dor de cabeça e calafrios );
- IFOSFAMIDA: cistite, inclusive hemorrágica, náuseas e vômitos, podem ocorrer distúrbio de desorientação e confusão mental;
- INTERLEUCINA: hipotensão;
- IRINOTECANO: diarréia, náuseas e vômitos, febre e dor abdominal;
- MITOMICINA: estomatite, alopécia, febre , náuseas e vômitos;
- MITOXANTRONA: náuseas e vômitos leves;
- OXALIPLATINA: náuseas, vômitos e diarréia e formigamento das extremidades sendo agravada pelo frio;
- PACLITAXEL: reações de hipersensibilidade frequentes, falta de ar, rubor, dor no peito e dor lombar, alopecia, alterações transitórias e leves na pele e nas unhas, náusea, vômitos, diarréia e mucosite;
- PAMIDRONATO: as reações são leves e transitórias, sintomas semelhante ao da gripe e febre;
- RALTITREXATO: náuseas, vômitos, diarréia e anorexia;
- RITUXIMAB: reações de hipersensibilidade, hipontensão, tremores, febre, e calafrios, náusea, urticária, fadiga, cefaléia, sensação de edema da língua ou garganta e rinite;
- TRASTUZUMAB: febres e calafrios, náusea, vômito, dor, cefaléia, vertigem, hipotensão e tremores;
- VINCRISTINA: alopécia e distúrbio neuromusculares, perda de peso, náusea e cansaço;
- VINORELBINE: constipação.
3 - Prevenção da neurotoxicidade periférica induzida por oxaliplatina
Infusões de gluconato de cálcio e sulfato de magnésio têm sido usadas na profilaxia da neurotoxicidade provocada pela oxaliplatina. O uso justifica-se pela ação desses sais como quelantes do metabólito da oxaliplatina, o oxalato, que age nos canais de sódio neuronais, provocando tais efeitos tóxicos nos pacientes.
A evidência inicial para esse uso foi um estudo que avaliou retrospectivamente os dados de 161 pacientes com câncer colo-retal metastático. Desses, 96 haviam recebido infusões de cálcio e magnésio, e 65 não receberam, tendo sido observada uma diferença significativa na incidência de neuropatia entre os dois grupos.
Foi desenhado um estudo prospectivo especificamente para essa questão, o CONCEPT. Nesse estudo, os pacientes eram randomizados para receber o regime FOLFOX padrão em combinação com bevacizumabe ou o FOLFOX com bevacizumabe por 8 ciclos seguidos por um período em que a oxaliplatina era suprimida do tratamento.
Uma segunda randomização dos pacientes direcionava-os ao recebimento ou não dos sais de cálcio e magnésio para a profilaxia da neurotoxicidade. Esse estudo teve seu encerramento antecipado, pois uma análise interina dos dados de 174 pacientes constatou taxas de resposta tumoral menores no grupo que recebeu as infusões.
Em nota publicada no Journal of Clinical Oncology, os autores do estudo desaconselham o uso desses agentes em combinação com a oxaliplatina, com especial destaque para os pacientes em tratamento adjuvante, pois a menor eficácia pode se refletir num menor benefício a esses pacientes. Ainda segundo os autores, tal tratamento deve ser reservado aos pacientes com neuropatias agudas graves.
Fonte: Eco News
www.clincancerres.aacrjournals.org
4 - Conheça o serviço
Serviço responsável pela manipulação dos antineoplásicos da CliniOnco, preparados em ambiente e condições assépticas. São obedecidos os critérios internacionais de segurança. Este serviço está à disposição para informar e esclarecer dúvidas sobre medicamentos e protocolos.
Farmacêutica Daniéli Neves - Coordenadora do setor
Farmacêutica Fernanda Ritzel
Farmacêutica Caroline Machado
Contato com as recepcionistas.
Local: Rua Dona Laura 226, 4° andar
Horário: 7hs às 19:30hs
1 - A importância da nutrição durante o tratamento oncológico
A boa nutrição é vista hoje como essencial para a preservação da qualidade de vida, em particular da saúde. Por isso o acompanhamento nutricional durante o tratamento oncológico é imprescindível, pois tem o objetivo de manter e/ou recuperar o estado nutricional do paciente e amenizar os efeitos colaterais do tratamento.
A terapia nutricional para pacientes oncológicos deve ser individualizada, levando-se em consideração suas necessidades nutricionais, intolerâncias e preferências alimentares, estado clínico e efeitos colaterais. Isso porque a dieta individualizada contém as quantidades de nutrientes essenciais e as calorias necessárias para prevenir e corrigir deficiências ou excessos nutricionais. Uma dieta adequada para cada tipo de pessoa também fornece o equilíbrio de todos os nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais.
2 - A alimentação durante a quimioterapia
Se não tiver apresentando nenhum efeito colateral, a sua alimentação deve ser de acordo com sua aceitação:
Fracionada (5 a 6 refeições ao dia), Variando ao máximo os alimentos do cardápio para que não se torne repetitivo ou baseada nas recomendações da pirâmide dos alimentos.
A pirâmide é dividida em grupos para facilitar estas escolhas.
- Nos três grupos da base encontramos os grupos dos cereais, frutas e hortaliças, que serão consumidos em maior quantidade;
- No topo, nós encontramos os alimentos que serão consumidos em menor quantidade.
- Na própria pirâmide temos a indicação de quantas porções de cada grupo de alimentos podemos consumir por dia.
- A ingestão de líquidos (àgua, sucos, chás, etc) deve ser de pelo menos 2 litros por dia, para que ajude a eliminar a parte tóxica da medicação.
3 - Quais as funções dos alimentos?
Proteínas
São responsáveis pela estrutura dos tecidos (pele, unha, cabelo, músculos, renovação celular dos órgãos internos), compõem certos hormônios, células de defesa do organismo, hemoglobina, enzimas, colágeno dos ossos, tendões, etc. As proteínas são formadas por aminoácidos. Porém, o organismo não consegue produzir alguns aminoácidos chamados, então, de essenciais e que devem estar contidos na alimentação. A proteína de origem animal contém todos os aminoácidos essenciais. As leguminosas são as maiores fontes de proteína vegetal, porém possuem pouca quantidade de alguns desses aminoácidos essenciais. Mas, ao misturarmos cereais e leguminosas a quantidade de aminoácidos se torna adequada, valorizando a combinação arroz e feijão.
As proteínas devem fornecer cerca de 10 a 15% das calorias totais recomendadas por dia. Um grama de proteína fornece 4 kilocalorias.
Principais fontes de proteínas:
- Leite e seus derivados (queijo, iogurte, coalhada)
- Carnes e vísceras (boi, frango, peixe,fígado, peru )
- Ovos
- Leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico)
4 - Efeitos colaterais e a alimentação
DIARRÉIA
- Aumentar a ingestão de líquidos e ingeri-los em pequenas quantidades durante o dia e de preferência à temperatura ambiente
- Utilizar temperos como cebola, alho, sal e óleo com moderação
- Suspender alimentos laxativos, como : vegetais folhosos e crus, frutas com bagaço (laranja e bergamota), mamão, ameixa, leite e derivados, frituras e alimentos gordurosos e alimentos integrais (pão integral, farelos, aveia, sementes)
- Substituir o açúcar refinado, mascavo, mel e melado por adoçante artificial
- Introduzir alimentos constipantes, ricos em sódio e potássio (caldos de carne, sopas ralas, banana, pêssego), maçã descascada, melão, goiaba, batata, arroz, pois estes sais minerais são eliminados durante a diarréia.
CONSTIPAÇÃO
- Aumentar a ingestão de líquidos, dando preferência aos sucos laxativos (laranja, mamão, ameixa)
- Utilizar alimentos ricos em fibras, como : vegetais e frutas cruas (se não estiver imunodeprimido), frutas como laranja, mamão, bergamota, manga e ameixa preta, cereais integrais (aveia, farelo de trigo, gérmem de trigo,granola)
- Evitar preparações à base de maisena, creme de arroz, fubá e arrozina, bolos, farinha, pão branco
- Praticar atividade física sob orientação médica
- Em caso de flatulência (gases) evitar comer feijão, lentilha, pepino, couve-flor, couve, brócolis, mostarda e repolho.
NÁUSEAS E VÔMITOS
- A náusea podem ser tratada por inspirações profundas ou pedaços de gelo
- Aumentar o fracionamento das refeições, ingerindo pequenas quantidades, mas várias vezes ao dia
- Não ingerir líquidos durante as refeições
- Evitar alimentos muito condimentados, gordurosos, doces ou com odores fortes
- Evitar locais com cheiro de comida
- Preferir preparações com temperatura fria ou gelada ou à temperatura ambiente
- Não deitar-se logo após as refeições
- Experimente : mingau, torradas, biscoitos integrais, bolachas cream cracker, sucos de fruta, frutas picadas, água coco, gelatina, sorvetes de fruta, iogurtes
Após o vômito :
- Beber pequenas quantidades de líquidos 50ml 20/20minutos (se conseguir manter os líquidos no estômago)
- Após os líquidos experimente uma dieta líquida completa, até que consiga retornar a sua alimentação normal, gradualmente
-
Fazer uma dieta fracionada, se conseguir manter os alimentos no estômago, comendo de 2/2 horas conforme tolerância.
** Controlando-se a náusea , evita-se o vômito.
SACIEDADE PRECOCE OU PLENITUDE GÁSTRICA (sensação de estômago cheio)
- Aumentar o fracionamento das refeições, ingerindo pequenas quantidades, mas várias vezes ao dia
- Comer devagar
- Evitar o consumo abundante de bebidas e ou líquidos, especialmente durante as refeições
- Evitar alimentos crus
- Evitar preparações gordurosas ou com muito molho
- Evitar alimentos integrais
ANOREXIA (PERDA DE APETITE)
- Aumentar o fracionamento das refeições, ingerindo pequenas quantidades, mas várias vezes ao dia
- Evitar gorduras e frituras
- Evite ficar sem se alimentar
- Comer devagar
- Experimente : milk shake, iogurte c/ frutas, sorvetes, vitaminas
- Aumentar as calorias na dieta usando suplementos alimentares, mas sempre com orientação de médico e/ou nutricionista
ALTERAÇÃO DE PALADAR
- Manter a temperatura das refeições como melhor tolerar
- Enxaguar a boca antes das refeições
- Substituir os alimentos pouco tolerados por aqueles nutricionalmente similares e mais aceitos
- Chupar balas azedas ou de hortelã
- Usar na alimentação ervas aromáticas , como : manjericão, orégano, alecrim, hortelã
AFTA OU MUCOSITE (FERIDAS NA BOCA)
- Antes das refeições providenciar o alívio da dor (fale com o seu médico)
- Evitar alimentos ácidos ou cítricos, condimentados, alimentos ásperos e secos (torrada, granola)
- Evitar bebidas alcoólicas, cafeína e tabaco
- Evitar alimentos muito quentes ou muito frios
- Diminuir o sal no preparo dos alimentos
- Dar preferência para alimentos macios, e se necessário modificar a consistência da dieta para pastosa ou semi-líquida
- Cuidado com a higiene oral, principalmente após as refeições
- Bochechar chá de malva
- Experimente : flans, sorvetes, gelatinas, purês
XEROSTOMIA (BOCA SECA)
- Ingerir pequenas quantidades de líquidos várias vezes ao dia
- Estimular o consumo de balas de limão ou hortelã e gomas sem açúcar
- Introduzir mais molhos, caldos e sopas na dieta, evitando assim alimentos secos e salgados
- Algumas de limão sob a língua, podem ajudar a produção de saliva (caso não tenha afta ou nenhuma ferida na boca)
- Uso da saliva artificial sob prescrição médica
- Evitar alimentos muito salgados, temperos fortes (pimenta, cravo) e alimentos ásperos (cereais, torradas, granola)
INTOLERÂNCIA À LACTOSE
É quando o organismo não consegue digerir ou absorver o açúcar existente no leite, a lactose.
Sintomas mais comuns : Gases, cólica e diarréia
Evitar leite e derivados : Substituir por leite de soja ou leite com pouca lactose
LEUCOPENIA E PLAQUETOPENIA (BAIXA IMUNIDADE)
- Lavar as mãos antes do preparo das refeições
- Manter unhas curtas e limpas
- Lavar bem os alimentos com água filtrada ou fervida
- Utilizar leite fervido ou esterilizado, sempre observando a validade
- Evitar comer maionese, a menos que saiba quando e como foi preparada. Colocar sob refrigeração a maionese
- industrializada após aberta
- Proteger alimentos contra poeira, moscas e baratas
- Manter alimentos preparados à temperatura ambinete no máximo por 1 hora
- Lavar bem os vegetais e frutas em água corrente e após colocar em solução higienizante
Preparo da solução desinfetante caseira:
Colocar 1 colher de sopa de vinagre ou água sanitária sem odor ou hipoclorito de sódio para cada litro de água.
- Deixar os vegetais e frutas nesta água por 30 minutos, após enxaguar em água filtrada
- Podem ser substituídos por produtos industrializados : hidrosteril, aquatabes ou puverd à venda nos supermercados.
- Observar indicações nos rótulos dos produtos (diluição adequada)
- Observar temperaturas de conservação dos alimentos :
- Alimentos frios : até 7°C
- Alimentos quentes : acima de 60°C
- Alimentos congelados : até -18°C
ANEMIA
- Aumentar a quantidade de alimentos ricos em ferro : carne vermelha (magra), fígado, feijão, lentilha, vegetais verdes escuros (couve, agrião, brócolis), cereais integrais e açúcar mascavo e melado (se não for diabético)
- Associar a vitamina C junto ao ferro, pois facilita a absorção (laranja, manga, kiwi, goiaba entre outras
- Evitar alimentos ricos em cálcio (leite e derivados) e ricos em tanino e fitatos (cafeína); café preto, chá preto, coco-cola, chimarrão, pois reduzem a absorção do ferro.
5 - Consequências da desnutrição
A desnutrição é diagnosticada com certa freqüência em pacientes com câncer. Pequenas perdas de peso antes da terapia podem comprometer o estado nutricional do paciente, em função do stress e da ansiedade. A desnutrição piora a qualidade de vida do paciente, reduz à resposta a quimioterapia, aumenta o risco de complicações e infecções e induz a queda na imunidade.
Daí a importância de uma avaliação nutricional antecipada e uma medida de intervenção preventiva torna-se fundamentais.
A prescrição dietética apropriada pode atenuar necessidades mais complexas. O sucesso da sua implementação requer instrução do paciente e de sua família pelo nutricionista.
Mudanças que fazem grandes diferenças!
- Consuma, diariamente, um mínimo de 5 porções de frutas e vegetais variados, preferencialmente os ricos em nutrientes que podem prevenir o câncer: os de cor amarelo-alaranjado e vermelho, frutas cítricas, folhosos de cor verde escuro e crucíferos (brócolis, couve-flor, repolho, rabanete, couve-de-bruxelas, couve-manteiga);
- Use alimentos naturais e integrais com pouco ou sem nenhum processamento;
- Inclua no cardápio diário: leguminosas, grãos, sementes e cereais integrais --trigo, cevada, aveia, linhaça, arroz integral, arroz selvagem, soja, feijões e ervilhas;
- Faça refeições que tenham as carnes (magras) como guarnição e não como prato principal;
- Limite o consumo de gorduras, principalmente as de origem animal;
- Escolha óleos vegetais saudáveis --óleo de canola e azeite extra-virgem;
- Reduza o consumo de salgados, curados, defumados e churrascos;
- Substitua o sal por temperos naturais, alho, cebola, gersal (sal com gergelim), ervas aromáticas e especiarias naturais, frescas ou secas (tomilho, manjericão, coentro, hortelã, erva-doce, cominho, pimentas, curry e outras);
- Evite ou limite o consumo de bebidas alcoólicas;
- Controle e mantenha seu peso corporal sendo fisicamente ativo e através da prática de exercícios moderados durante, pelo menos, 30 minutos 5 vezes por semana (caminhada, hidroginástica, danças).
O serviço de nutrição da Clinionco oferece:
- consultas;
- atendimento individualizado;
- atendimento em sala de quimioterapia;
- elaboração de dietas
6 - Informações sobre o serviço
Nutricionista:
Cristiane Bueno
O acompanhamento nutricional durante o tratamento quimioterápico tem como principal objetivo prestar assistência aos pacientes para a manuteção e/ou a recuperação do estado nutricional, e reduzir os efeitos colaterais do tratamento, proporcionando melhor qualidade de vida.
O agendamento para as consultas deve ser feito com as recepcionistas.
Local: Dona Laura, 226 - 3º andar
Fone: 4009.60.01
Horário: 8hs às 18hs
1 - O que é psicooncologia
A psicooncologia é o campo de estudo e atuação em que se dá destaque à identificação do papel de aspectos psicossociais, tanto no surgimento quanto no desenvolvimento do câncer, bem como na sua prevenção.
O trabalho em psicooncologia visa sistematizar um corpo de conhecimentos que possam fornecer subsídios à assistência global do paciente oncológico, de sua família e da equipe de profissionais que interagem com o mesmo.
Toda ação do campo de atuação da psicologia na CliniOnco possui o enfoque da psicooncologia.
2 - Psicologia e câncer
A Psicooncologia é o campo interdisciplinar da saúde que estuda a influência de fatores psicológicos sobre o desenvolvimento, o tratamento e a reabilitação de pessoas com câncer.
Entre os principais objetivos da psicooncologia está a identificação de variáveis psicossociais e contextos ambientais em que a intervenção psicológica possa auxiliar o processo de enfre-tamento da doença, incluíndo situações potencialmente estressantes as quais pacientes e familiares são submetidos.
Estudos recentes apontam evidências de que a resposta psicológica do paciente ao câncer constitui uma variável significativa sobre os resultados do tratamento.
Sabe-se que o pensamento e os sentimentos não provocam nem curam o câncer. Porém, são um fator e dos mais importantes que contribuem para a integração do ser humano como um todo.
Os sentimentos interferem na química do organismo, assim como a química do corpo afeta os sentimentos.
O sistema imunológico é fortemente afetado pelos sentimentos e determinados tipos de atitudes psicológicas, podem influenciar positivamente nosso sistema de defesa.
Assim, a psicologia atua como ferramenta indispensável no sentido de promover condições de qualidade de vida do indivíduo, facilitando o processo de elaboração de eventos desgastantes relacionados ao diagnóstico bem como ao próprio tratamento.
Entre as quais: períodos por vezes prolongados de tratamento, terapêutica farmacológica e seus efeitos colaterais, a submissão a procedimentos invasivos, as alterações de humor e comportamento, incluíndo ansiedade, desmotivação e depressão.
A instabilidade emocional é frequente uma vez que o tratamento de câncer é um desafio. Em cada estágio do tratamento há novas decisões a serem tomadas.
O paciente pode então sentir-se ameaçado, sem comtrole sobre sua vida, angustiado, deprimido ou paralisado.
Dependendo do modo particular de cada um, muitas fantasias passam pelo pensamento da pessoa afetada, tais como fantasias de dor, sofrimento ou cura, que podem fazer parte do chamado "pensamento mágico" funcionando como uma tentativa de anular e afastar o medo que acompanha esse período.
Nesse contexto, entra a psicoterapia funcionando como facilitadora, uma vez que nela o indivíduo tem a possibi- lidade de ampliar a consciência que tem de si, aprendendo com seus sintomas e desenvolvendo-se como pessoa.
Tendo um espaço de escuta adequado, o paciente pode não reprimir o que pensa e sente, o que contribui significamente para a melhora de sua qualidade de vida.
Sentir-se acompanhado nesse processo ajuda a minimizar os temores, pois falar funciona como uma terapia.
Assim, a pessoa irá sentir-se mais facilmente ajustada ao tratamento e mais encorajada a enfrentá-lo com mais serenidade.
Para tanto, o atendimento psicológico se faz presente na Clinionco, oferecendo a possibilidade para que pacientes e familiares possam vivenciar o câncer como uma chance de refazer a vida em bases mais significativas e plenas.
3 - Grupos de apoio
Conforme nos esclarece a medicina psicossomática, não há doença cuja causa seja exclusivamente de ordem física.
Ao adoecermos, estamos sob forte influência de vários aspectos de ordem física, emocional, psíquica, social e até mesmo espiritual. A peculiar combinação e atuação desses fatores sobre nossa saúde é uma manifestação única e individual, pois o organismo de cada indivíduo reage de forma exclusiva diante de estímulos ou impactos relativamente iguais para cada um desses aspectos.
Mais especificamente, na dinâmica de uma pessoa com câncer, doença que até hoje desafia a ciência, a influência de muitos desses aspectos é claramente detectável.
Assim, em um tratamento que vise atender o paciente como um todo, não apenas da doença, é necessário abordarmos terapeuticamente todos os aspectos ligados ao processo de adoecimento.
Sendo assim, o processo de cura passa pela reflexão e conscientização sobre como a pessoa tem vivido a própria vida e, especialmente, como uma nova postura, novos hábitos e atitudes diante da doença e da vida podem produzir efeitos extremamente benéficos ao organismo debilitado.
Existem muitos estudos que demonstram os benefícios que os grupos de apoio podem trazer para pessoas que estão com câncer, verificado na melhoria da qualidade de vida.
Em geral há uma melhora no estado de humor, bem como uma diminuição do estresse e dos sintomas físicos. Ocorre também um melhor enfrentamento e melhor adesão aos tratamentos.
Ao participar de grupos de apoio junto a outras pessoas que estão passando pela mesma situação, tanto pacientes quanto familiares e amigos, entendem que não estão sozinhos na jornada e que podem compartilhar suas experiências e sentimentos. As pessoas falam a mesma linguagem e, portanto, sentem-se compreendidas e acalentadas.
Cada vez mais as pessoas têm percebido que podem se ajudar mutuamente. Observa-se isso claramente em salas de espera: as pessoas costumam trocar informações, aconselham-se ou confortam-se umas as outras, já havendo assim um processo espontâneo de grande valia.
Atualmente o tratamento em grupo está institucionalizado e funciona por uma simples razão: os grupos fornecem um ambiente receptivo, acolhedor, onde as emoções podem ser partilhadas. E expressar emoção, ainda mais de forma pactuada, é terapêutico. Sobretudo numa época em que cada vez mais prestigia-se o individualismo.
Dividir, partilhar, expressar entre pessoas que possui-se afinidade pode trazer uma ótima dose de otimismo, de esperança, de confiança e de coragem para enfrentar os agravos da vida.
4 - O que está acontecendo comigo?
O diagnóstico de câncer de mama pode ser avassalador para as mulheres e para seus familiares. O choque do diagnóstico e o grande volume de novas informações que precisam ser entendidas podem impedir que o paciente pense claramente sobre o assunto.
A proposta do livro Enfrentando e Vivendo com o Câncer de Mama é ajudá-la a ter algum controle sobre sua vida, ao encorajá-la a explorar e aceitar seus sentimentos.
ENTENDENDO SUAS EMOÇÕES
Apenas mencionar a palavra "câncer" pode despertar emoções intensas e inesperadas. Você pode experenciar sentimentos que vão do medo, ódio e frustração, até vulnerabilidade, depressão e desânimo. Todas essas emoções são normais. Ninguém tem o direito de lhe dizer como deve se sentir, o que não deve sentir ou de mudar o jeito como sente.
Ao se tornar consciente das suas emoções e se permitir expressá-las, você começará a enfrentar o câncer. Este é o seu momento de cuidar-se e de concentrar-se no seu lado emocional. Como começar? Separando um tempo para pensar ou anotar seus pensamentos no papel. Tente responder às perguntas abaixo:
1- DO QUE TENHO RAIVA?
2- ESTOU COM RAIVA DE ALGUÉM?
3- DO QUE NÃO SOU CAPAZ DE PENSAR OU CONVERSAR?
4- EM QUE SITUAÇÕES FICO COM MEDO?
5- QUANDO ME SINTO SEM CONTROLE?
6- EM QUE SITUAÇÕES É DIFÍCIL EXPRESSAR MEUS SENTIMENTOS?
7- DE QUE FORMA ME SINTO SOZINHA?
8- QUANDO ME SINTO BEM?
"Fiquei chocada. Eu nunca esperei receber este diagnóstico. Não há histórico familiar, sempre tomei vitaminas e me exercitei. Eu tinha certeza de que a biópsia mostraria que não havia malignidade. Levei muito tempo para aceitar que, de alguma forma, desenvolvi câncer de mama, embora tenha feito tudo para não tê-lo", declarou uma paciente em tratamento.
"Fiquei com raiva. Como podia esse câncer aparecer e bagunçar toda a minha vida? Mas o ódio que senti me ajudou a lutar e a me informar mais. Li muito sobre o assunto, principalmente sobre radio e quimioterapia", afirmou outra paciente.
FORMAS DE ENFRENTAR O CÂNCER
Quando confrontada com o câncer de mama, você deverá buscar informações, buscar respostas para suas dúvidas e planejar soluções para os problemas. Você também precisará da ajuda de terceiros. Poderá tentar esconder seus sentimentos, evitar falar sobre a doença ou até negar que exista um problema. Todas essas atitudes são normais.
APOIO EMOCIONAL
Os familiares e amigos próximos podem dar apoio emocional. Para algumas mulheres, é fácil acionar a família ou os amigos. Mas para outras, pode ser difícil encontrar as palavras certas para pedir ajuda. Normalmente, as pessoas procuram ajudar, mas nem sempre sabem como fazer. Então, como pedir a ajuda deles? Um bom começo é expressar sinceramente seus pensamentos e sentimentos. Aqui estão algumas sugestões:
1- Eu só quero que você me escute;
2- É difícil para mim pronunciar a palavra câncer ou contar a você o que estou sentindo. Tenho medo de assustá-lo com minhas preocupações;
3- Eu quero que seja sincero comigo sobre seus pensamentos e sentimentos;
4- Eu gostaria que você ficasse aqui e segurasse a minha mão;
5- Sinto que o meu câncer nos tornou estranhas e estou ficando cada vez mais distante de você. Gostaria de encontrar uma forma de conversarmos.
Algumas vezes, a ajuda de estranhos - o tipo de ajuda que pode encontrar em grupos de apoio ou terapia - pode ser útil para a sua recuperação emocional.
GRUPOS DE APOIO - Encontrar e conversar com outras pessoas, que estão na mesma situação que você, pode diminuir sua solidão, medo ou isolamento. Os grupos de apoio oferecerão informações, estratégias para planejar sua recuperação, integração social e uma oportunidade de compartilhar seus sentimentos e experiências com outros que o entendem.
TERAPIA OU ANÁLISE - Consultar com um psicólogo, psiquiatra, psicanalista ou representante religioso pode ajudá-lo a aceitar essa nova fase da sua vida e reduzir as chances de episódios de ansiedade ou depressão. O seu oncologista ou assistente social pode lhe apresentar uma lista de conselheiros treinados nesta área.
Enfrentando e Vivendo com o Câncer de Mama - por Fundação Americana de Câncer de Mama e gentilmente traduzido por Andréa Lima Leal.
5 - Lidando com as crianças
Quando uma pessoa recebe o diagnóstico de câncer, todo seu contexto muda. A vida toma caminhos até então desconhecidos, muitos desses, jamais imaginados. Uma vida nova se apresenta. Dentro desse contexto, a família experiência o mesmo. O câncer, principalmente no seu momento inicial, desestrutura a pessoa bem como todos que estão em seu convívio.
Dentro disso, as crianças merecem uma atenção especial. É comum observar o quanto muitas famílias, com certeza com a intenção de proteger a criança do sofrimento emocional advindo da situação, mentem ou omitem fatos a respeito do que está acontecendo.
Hesitam em contar à criança dados fundamentais, adotando o que seria até uma espécie de negação. Fazendo isso, estabelecem uma pretensa "normalidade familiar" que nega a verdade evidente.
Certa vez, uma menina que prestei atendimento, relatou-me a situação que seu colega de escola estava vivendo. Durante o horário do intervalo para o lanche na escola, ele pediu sua ajuda. Na noite anterior, ouvira um diálogo entre a mãe e a irmã mais velha, por acaso.
A mãe estava com câncer e iniciaria o tratamento quimioterápico no outro dia. O menino então, viu-se em situação bastante delicada, assim, na escola pediu a ajuda da colega. Ela, por sua vez, com sua postura saudável, tão mais comum às crianças que aos adultos, sugeriu que o amigo falasse diretamente com elas sobre o assunto.
A situação ilustra como as crianças são sensíveis à realidade que as cerca. Quando os adultos tornam-se subitamente silenciosos e sérios, passam a se reunir em discussões secretas ou simplesmente desaparecem devido a um compromisso desconhecido, toda criança percebe que algo de importante está ocorrendo.
Uma criança mais velha acaba descobrindo a verdade de uma maneira ou de outra. Já a criança pequena talvez se torne extremamente ansiosa e assustada com a mudança inexplicável para ela. Isso vem a ampliar o sofrimento, que numa situação dessas é inevitável.
Se para nós adultos o desconhecido é sempre mais assustador do que o conhecido, no mundo infantil, povoado pela fantasia, isso toma proporções gigantescas.
Quando os pais excluem a criança de uma discussão franca sobre a doença, estão a impedindo de expressar seus sentimentos.E dentro da onipotência comum à infância, a criança poderá sentir-se culpada pelo fato.
Dar à criança possibilidade de ter informações sobre a doença, de forma tranqüila e não impositiva, respeitando seu tempo, diminui sua ansiedade e a protege do medo irracional.Assim, é de fundamental importância que os adultos tranqüilizem a criança de que nada que ela diga, pense ou faça a tornará responsável pela doença do pai, da mãe ou do irmão.
Fundamental também que a criança saiba que a pessoa afetada será atendida em tudo que precisar, tendo sempre alguém para cuidar de seu conforto, e que, mesmo que ela sinta raiva em algum momento, isso é absolutamente natural.
A criança é extremamente sensível e deve ser tratada como tal. Ela participará das mudanças, inclusive nos momentos mais difíceis, como nos de tomada de decisões. Lembremos sempre que por vezes, e sobretudo em momentos desestruturadores, nós adultos nos comportamos como se tivéssemos muito menos idade que nossos próprios filhos.
Então, porque haveríamos de mantê-los a parte de vivências e decisões que serão cruciais à família? Que direito teríamos de subtraí-los de momentos que por mais desagradáveis que possam ser, fazem parte de um todo chamado vida?
6 - Relaxamento e visualização criativa
TÉCNICAS MENTE-CORPO - Como o Relaxamento e a Visualização Criativa auxiliam na resposta saudável do organismo?
Dentro de você existe um silêncio e um santuário, aos quais pode se retirar a
qualquer momento e ser você mesmo. (Hermann Hesse, Sidarta)
1. Relaxamento
Relaxar não consiste apenas em dar vazão ao cansaço do dia, à preguiça do corpo. É, na realidade, tomar consciência do momento presente, mantendo a mente alerta. É colocar-se em uma posição confortável e voltar a atenção para o corpo, para as emoções. É respirar e reabastecer-se de puro ar.
Assim, o relaxamento pode ser entendido essencialmente como uma técnica, acessível a qualquer pessoa, que a auxilia a entrar em um nível de consciência diferenciado, onde ela deixa de lado certos padrões de pensamentos e de postura corporal, para entrar em contato com um fluxo mais natural de sua energia vital.
Lambert, em seu livro "Relaxterapia: A cura pela respiração" cita os efeitos terapêuticos do relaxamento:
Dissolução de tensão acumulada;
Diminuição da pressão arterial;
Melhora da circulação e da função cerebral;
Melhora da capacidade respiratória;
Redução da dependência psicológica do álcool, fumo e drogas em geral;
Ação anti-estresse;
Método auxiliar na recuperação de doentes de enfermidades diversas;
Melhora a atenção, a aprendizagem, a concentração, a criatividade, a inteligência e a memória;
Aumento do auto-conhecimento;
Equilíbrio das emoções.
2. Visualização Criativa
Visualizar é apenas deixar a imaginação livre, enquanto se é conduzido a criar imagens mentais, durante o relaxamento corporal. Basicamente, é uma técnica que encaminha nossa mente a criar, imaginar situações como, por exemplo, estar caminhando entre a natureza, enxergar cores diferentes, sentir-se flutuando em um céu azul ou numa lagoa tranqüila, entrar em contato com seu "mestre" interior, entre outras.
Uma importante pesquisa foi realizada pelo casal Carl e Stephanie Simonton no Centro de Pesquisa sobre o Câncer de Dallas, no Texas/EUA. O estudo foi realizado com 159 pacientes que utilizaram o tratamento de Visualização Criativa. Dois anos depois, foram registradas incidências elevadíssimas de regressões parciais (19%), regressões clínicas completas (22%) e uma boa porcentagem de estabilização (27%).
Epstein afirma que as imagens mentais são um tipo de pensamento usado para fazermos contato com nossa realidade subjetiva interna. Estas imagens são tão reais quanto nossas emoções e tão significativas quanto nossos sonhos noturnos. Ao utilizarmos estes procedimentos, criamos uma realidade subjetiva, com o poder de afetar nossos corpos e nos contar um pouco mais sobre quem somos.
Aqui no Brasil, o Relaxamento e a Visualização têm sido cada vez mais utilizados. No interior de São Paulo, por exemplo, o Instituto Visão Futuro incentiva as filosofias ecológicas e de contato com o sentido da vida e da fé, ministrando cursos que incluem as Técnicas Mente-corpo, principalmente no que diz respeito ao controle das funções hormonais, do estresse e do câncer.
No Rio Grande do Sul, vemos o avanço de áreas da psicologia, da enfermagem e da medicina, aplicando e divulgando o uso destas técnicas, como o Instituto para o Desenvolvimento Humano, em São Leopoldo, que oferece cursos e que já tem centenas de casos catalogados, onde o Relaxamento e a Visualização auxiliaram na recuperação e no tratamento de doenças graves.
Desta forma, dizemos que, para relaxar, basta tentar. Encontrando alguns minutos do dia, onde você esteja sozinho e possa sentar-se com calma, fechar seus olhos e pensar em lugares ou pessoas que você goste. Seu corpo, certamente agradecerá e sua mente também.
Por Letícia Oliveira Alminhana
Psicóloga, pós-Graduada em Psicologia Transpessoal (IPDDH) e mestranda pela Escola Superior de Teologia.
7 - Dicas de leitura
AMOR, MEDICINA E MILAGRES - Bernie S. Siegel
O AMOR É O CAMINHO - Maria Julia Paes da Silva
BIOLOGIA DA ESPERANÇA - Ana Lucia Salgado
BOAS MISTURAS - Morgana Masetti
BRIGANDO PELA VIDA - Lawrence Lesshan
CAMINHO ANCESTRAL - Gioia Panazzo
O CÂNCER COMO PONTO DE MUTAÇÃO - Lawrence Lesshan
CÂNCER TEM CURA; - Frei Romano Zago
CANCEROLOGIA EM LINGUAGEM PARA LEIGOS - Cezar Augusto Rodrigues
CARTAS DE UM SOBREVIVENTE - O. Carl Simonton e Reid Henson
COM A VIDA DE NOVO - O. Carl Simonton/Stephanie Matthews
CONVERSANDO COM A DOENÇA - Albert Kreinheder
HISTÓRIAS QUE CURAM - Rachel Naomi Remen
O PACIENTE COMO SER HUMANO - Rachel Naomi Remen
PSICOSSOMÁTICA E A PSICOLOGIA DA DOR - Valdemar Augusto Angerami
PSIQUE DO CORPO - Denise Gimenez Ramos
UMA QUESTÃO DE EQUILÍBRIO - Rafael Koff Acordi
LINGUAGEM DO CORPO - Cristina Cairo
A FAMÍLIA E A CURA - Stephanie Atthews-Simonton
PAZ, AMOR E CURA - Bernie Siegel
POR UM FIO - Drauzio Varella
VIVA E DEIXE VIVER (Histórias de quem conta Histórias) - Maria Helena Gouveia
SOLUÇÕES DE PALHAÇOS - Morgana Masetti
VIVENDO DURANTE UM CÂNCER - Marie-Paule Dousset
O LIVRO TIBETANO DO VIVER E DO MORRER - Sogyal Rinpoche
SOBRE A MORTE E O MORRER - Elisabeth Kubler-Ross
A HISTÓRIA DE UMA FOLHA - Leo Buscaglia
CORAGEM PARA AMAR - Maria Helena Matarazzo
CÂNCER, DIREITO E CIDADANIA - Antonieta Barbosa
MAR DE DENTRO - Lya Luft
8 - Conheça o serviço:
Carla Rosana Mannino - Coordenadora da Psicologia na CliniOnco
Cristiano Pereira de Oliveira
Mateus Luz Levandowski
O serviço de psicologia oferece orientação, apoio e acompanhamento aos pacientes durante todo o tratamento na clinica. Também desenvolve outras atividades de apoio aos cuidadores, pacientes e familiares, tais como:
- Atendimentos individuais e nas salas de quimioterapia: de segunda a sexta-feira das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas (exceto na quarta-feira, cujo horário é das 15 às 19 horas).
- Grupo de apoio para os pacientes: quinta-feira das 14 às 15:30 horas.
- Palestras para os pacientes e os funcionários periodicamente.
- Consulta individual com as psicólogas mediante agendamento prévio.
O agendamento deve ser realizado com as recepcionistas.
Local: Casa CliniOnco - Rua Dona Laura 204
Fone: 4009 6001
9 - Horário de funcionamento
Segunda-feira:
- Manhã: 8 às 12 horas
- Tarde: 13:30 às 17:30 horas
Terça-feira:
- Manhã: 8 às 12 horas
- Tarde: 13:30 às 17:30 horas
Quarta-feira:
- Manhã: 8 às 12 horas
- Tarde: 15 às 19 horas
Quinta-feira:
- Manhã: 8 às 12 horas
- Tarde: 13 às 17 horas
Sexta-feira:
- Manhã: 8 às 12 horas
- Tarde: 13:30 às 17:30 horas
10 - Não há doença de ordem apenas física
Conforme nos esclarece a medicina psicossomática, não há doença cuja causa seja exclusivamente de ordem física. Ao adoecermos, estamos sob forte influência dos seguintes aspectos: físico, emocional, psíquico, social e até mesmo espiritual. A peculiar combinação e atuação desses fatores sobre nossa saúde é uma manifestação única e individual, pois o organismo de cada indivíduo reage de forma exclusiva diante de estímulos ou impactos relativamente iguais para cada um desses aspectos.
Mais especificamente, na dinâmica de uma pessoa com câncer, doença que até hoje desafia a ciência, a influência de muitos desses aspectos é claramente detectável. Assim, num tratamento que vise atender o paciente como um todo, não apenas da doença, é necessário abordarmos terapeuticamente todos os aspectos ligados ao processo de adoecimento.
Sendo assim, o processo de cura passa pela reflexão e conscientização sobre como se tem vivido a própria vida e, especialmente, como uma nova postura, novos hábitos e atitudes diante da doença e da vida, podem produzir efeitos extremamente benéficos ao organismo debilitado.
Existem muitos estudos que demonstram os benefícios que os Grupos de Apoio podem trazer para pessoas que estão com câncer, principalmente na qualidade de vida destas pessoas. Em geral há uma melhora no estado de humor, bem como uma diminuição do estresse e dos sintomas físicos. Ocorre também um melhor enfrentamento e melhor adesão aos tratamentos.
Ao participar de Grupos de Apoio, ou seja, compartilhar momentos com outras pessoas que estão passando pela mesma situação, tanto pacientes quanto familiares e amigos entendem que não estão sozinhos na jornada e que podem dividir suas experiências e sentimentos. As pessoas falam a mesma linguagem e, portanto, sentem-se compreendidas e acalentadas.
Cada vez mais as pessoas têm se dado conta de que podem se ajudar mutuamente. Observa-se isso claramente em salas de espera: as pessoas costumam trocar informações, aconselham-se ou confortam-se umas as outras, já havendo assim um processo espontâneo que já é de grande valia.
Atualmente o tratamento em grupo está institucionalizado e funciona por uma simples razão: os grupos fornecem um ambiente receptivo, acolhedor, onde as emoções podem ser partilhadas. E expressar emoção, ainda mais de forma pactuada, é terapêutico. Sobretudo numa época em que cada vez mais se prestigia o individualismo.
Dividir, partilhar, expressar entre pessoas com ou sem afinidades pode trazer uma ótima dose de otimismo, de esperança, de confiança e de coragem para enfrentar os agravos da vida.
Carla Rosana Mannino - Psicóloga especialista em Psicooncologia.
11. Terapia de casal às vezes deve esperar
Entrevista com a psicóloga Carla Mannino da Clinionco no site www.quimioral.com.br
Após o diagnóstico e durante o tratamento contra o câncer, é comum que o paciente se sinta fragilizado e tenha necessidade de apoio para superar as dificuldades que a rotina dessa fase impõe. O apoio pode vir por meio de uma terapia com profissional especializado, mas, antes disso, ele começa com o suporte que o companheiro ou companheira, família e amigos podem oferecer.
"O apoio do companheiro é de grande importância, porque o relacionamento de um casal tem a possibilidade de ser mais completo, estreito e íntimo do que os demais relacionamentos", explica a psicóloga Carla Mannino, especializada no atendimento a pacientes com câncer na Clinionco, de Porto Alegre.
Nem sempre, porém, o companheiro tem condições, estrutura ou vontade de oferecer esse suporte, explica Carla. "O câncer, assim como outras doenças graves ou crônicas, é revelador, uma vez que sua ocorrência acaba deixando transparecer problemas e conflitos que já existiam e que estavam latentes", afirma a psicóloga.
Para os casais que passam a enfrentar dificuldade em seu relacionamento a partir do diagnóstico da doença, a especialista recomenda que, se for necessário, o companheiro sadio procure apoio terapêutico individual. "Durante o tratamento e até terem sido superadas as questões mais urgentes relativas à doença, não é aconselhável uma terapia de casal, porque ela pode tirar o foco de atenção sobre o paciente que é, nessa hora, a pessoa mais importante no olhar terapêutico", argumenta Carla.
Quem não pode contar com a assistência do parceiro não está necessariamente desamparado ou menos amparado, lembra a especialista. O suporte oferecido pelo restante da família ou por amigos pode ser tão eficaz quanto o que poderia vir do parceiro. "O importante é que o paciente se sinta acolhido por pessoas que lhe são caras no dia-a-dia", diz a psicóloga.
Ela lembra que igual papel podem desempenhar os grupos de ajuda, formados por outros pacientes que estejam enfrentando o mesmo quadro de doença. Em sua rotina clínica, Carla observa com regularidade que participantes de grupos de ajuda conseguem identificar-se e obter relacionamentos de boa qualidade que suprem de forma satisfatória sua necessidade de apoio emocional.
Publicado em 15/08/2007
1 - Fisioterapia
A fisioterapia se tornou importante aliada do tratamento de combate ao câncer e possui um amplo e fundamental campo de atuação, que pode ser verificado:
- No pré e pós-operatório imediato e/ou tardio de variados procedimentos cirúrgicos, orientando e preparando o paciente para a cirurgia, como também realizando acompanhamento durante todos os tratamentos.
- No acompanhamento dos paciente em tratamentos antineoplásicos, analisando e adequando as atividades, os movimentos, as posições e o meio-ambiente a sua vida diária de acordo com cada fase;
- No tratamento de seqüelas e/ou complicações decorrentes da quimioterapia, radioterapia, cirurgia ou mesmo seqüelas da própria doença.
- Reavaliações e orientações ao longo do tratamento;
Sabemos que quanto mais precoce for a atuação da fisioterapia melhores serão os resultados, as seqüelas amenizadas ou evitadas. O objetivo é o retorno do paciente, dentro do possível e mais rapidamente, às suas atividades diárias, enfim, à sua vida normal.
O serviço de fisioterapia da Clinionco oferece:
- Atendimento individualizado;
- Atendimento em sala de quimioterapia;
- Grupo de exercícios terapêuticos para mulheres com câncer de mama;
- Atividade física e condicionamento direcionado.
Principais atuações da fisioterapia na CliniOnco:
- Fadiga muscular
- Reeducação Postural
- Dor
- Alterações respiratórias
- Limitação de Movimentos
- Edemas (inchaços) em geral
- Incontinência Urinária e distúrbios genitourinários
- Alterações cicatriciais e teciduais
- Alterações musculoesqueléticas
- Orientações e encaminhamentos
Nosso Centro trabalha com especialidades da Fisioterapia Oncológica, tais como:
- Fisioterapia aplicada ao Câncer de mama: a fisioterapia para a região mamária é fundamental após uma cirurgia ou tratamento, pois evita complicações e disfunções nos órgão adjacentes a mama o que poderá levar a dificuldades no desempenho das atividades diárias do paciente. O tratamento é dirigido especificamente a cada paciente. Desta forma contribui para a amplitude de movimento e funcionalidade, proporcionando o retorno as atividades anteriores, ocupacionais, desportivas e outras, em menor espaço de tempo possível.
- Condicionamento físico: O condicionamento físico através de exercícios aeróbicos e musculares globais, indicados para cada caso específico, somados a uma monitorização adequada, tornou-se peça importante na manutenção muscular e condicionamento cardiopulmonar dos pacientes em tratamento oncológico.
- Fisioterapia respiratória: Esta fisioterapia auxilia na prevenção de complicações respiratórias, oferece suporte no pré e pós operatório de grandes cirurgias, atua em doenças respiratórias associadas, através de equipamentos específicos e orientações pontuais para cada paciente.
- Terapia manual e tratamento da dor: A eletroterapia junto com a manipulação e mobilização manual tratam as deficiências neuromusculares, como perda de equilíbrio e movimento. Estas terapias, além de tratar a dor, permitem correção postural e ocasionam reações psicológicas que levam a uma resposta somática traduzida pelo relaxamento e sensação de bem estar.
- Fisioterapia em Oncologia geral: A Fisioterapia é um suporte importantíssimo ao paciente em tratamento oncológico. Os sinais e sintomas que os pacientes possam apresentar, tais como cansaço, dor, dificuldades ao movimentar-se, falta de força, reações a quimioterapia e/ou a radioterapia, entre outros, podem ser devidamente manejados com a intervenção do fisioterapeuta.
POR QUE FAZER FISIOTERAPIA?
O atendimento Fisioterapêutico é indicado para solucionar, evitar ou minimizar seqüelas e/ou complicações do tratamento contra o câncer. O objetivo é manter, tanto quanto possível, a independência e funcionalidade do paciente para retorno às atividades anteriores. Por meio de minuciosa avaliação, o fisioterapeuta poderá orientar e planejar um adequado e individualizado acompanhamento terapêutico.
ORIENTAÇÕES GERAIS
- Mantenha, na medida do possível, as atividades rotineiras;
- Tente movimentar-se: caminhe, levante e sente na cadeira. Faça algumas atividades sem auxílio de terceiros;
- Realize inspirações e expirações profundas algumas vezes durante o dia;
- Permita-se períodos de descanso, respeite os limites de seu corpo;
- Relaxe;
- Cuide da sua postura.
2 - CONHEÇA OS SERVIÇOS
Fisioterapeuta Greice Verza
Fisioterapeuta Iara Rodrigues
Fisioterapeuta Roberto Roy
Agendamento com as recepcionistas.
Local: Casa CliniOnco - Rua Dona Laura, 226 - 3º andar
Fone: 4009.60.00
E-mail: fisioterapia@clinionco.com.br
Horário: 8:30hs às 18hs
Porto Alegre - RS
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