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04-08-2011

Incidência de câncer de esôfago é maior no Rio Grande do Sul

27/07/2011

Doença pode estar ligada, entre outros fatores, ao hábito de ingerir bebidas muito quentes

O Rio Grande do Sul é o estado com maior incidência de câncer de esôfago - de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), são 18,5 casos por 100 mil habitantes. No Paraná, que está em segundo lugar, são 14,1. "O câncer de esôfago é um dos tipos mais comuns de neoplasia do aparelho digestivo. No Rio Grande do Sul, os altos índices da doença podem estar ligados ao hábito de ingerir bebidas muito quentes, como o chimarrão", afirma Antônio Carlos Weston, especialista em cirurgia do aparelho digestivo e médico da CliniOnco - Tratamento Integrado do Câncer. 

A enfermidade também pode ser causada por fatores como uso prolongado de bebida alcoólica, tabagismo ou a associação de ambos. Há ainda pesquisas que apontam a erva-mate como relacionada à formação do tumor. No entanto, conforme Weston, não há estudos que expliquem o mecanismo pelo qual a erva-mate poderia causar o câncer, mas sim que a associe à doença. "Existem alterações em nível celular no esôfago de tomadores de chimarrão que poderiam induzir ao câncer", explica o especialista.

De acordo com Weston, os sintomas mais comuns da doença podem ser: dificuldade para engolir, sensação que o alimento tranca em alguma parte do esôfago, perda de peso, vômitos e azia - sensação de queimação.. 

Tipos

O câncer de esôfago apresenta dois tipos predominantes, relacionados a sua localização.

- Os tumores situados na parte final do esôfago, junto ao estômago, podem ser formados por ação do refluxo ácido do estômago, que ocorre como consequência refluxo gastroesofágico. Este problema é caracterizado por sintomas como azia ou queimação na região conhecido como "boca do estômago". Fatores como obesidade, ou uma dieta rica em gorduras podem induzir a doença do refluxo.

- Outro tipo de tumor de esôfago ocorre nas partes mais altas do órgão; este tipo é o que está mais relacionado ao hábito de tomar chimarrão.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença é feito por um exame de endoscopia digestiva alta, considerado de rotina. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura. "Existem várias opções de tratamento que devem ser individualizadas para cada caso. Alternativas como a cirurgia associada ou não, a radioterapia e quimioterapia são as mais utilizadas", sublinha Weston.

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