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04-08-2011

Câncer colorretal é o mais comum no aparelho digestivo e tem cura

 21/02/2011

por Alexandre Sakano

Essa doença atinge anualmente 15 pessoas em cada grupo de 100 000 no Brasil, em especial depois dos 50 anos. Ela se deve, entre outros fatores, a uma alimentação pobre em fibras rica em gorduras animais. Alguns dos sintomas são: cólicas, sangue nas fezes e alteração dos hábitos intestinais. Quando diagnosticada logo no início, tem maior possibilidade de cura.

O câncer colorretal é aquele que atinge o intestino grosso, formado pelo cólon e pelo reto. Entre os cânceres do aparelho digestivo, o colorretal é o do maior incidência nos países ocidentais.

No Brasil, atinge anualmente 15 pessoas em cada grupo de 100 000 habitantes. Já se acreditou que os indivíduos daqueles países estivessem mais suscetíveis à doença por conta de suas origens étnicas. Anualmente se sabe, porém, que os hábitos alimentares são determinantes para que o câncer colorretal seja mais comum no Ocidente do que no Oriente.

Estudos mostram que no Japão se come menos carne vermelha que no Ocidente, tornando a incidência do câncer colorretal menor. Aqui no Ocidente a oferta de carne vermelha e de seus derivados é abundante, está presente na refeição de todos os dias, em todos os lugares e nas mais diversas apresentações, do simples bife aos alimentos processados - como presunto, mortadela e salame.

Esses alimentos podem favorecer a incidência do câncer colorretal. A carne vermelha, por si mesma, tem grande quantidade de gordura animal saturada, que sabidamente aumenta as possibilidades de se desenvolver um câncer nos intestinos. Além disso, o cozimento da carne libera substâncias cancerígenas.

Entre seu nascimento e o estágio avançado, o câncer colorretal leva em média 10 anos. No início não apresenta sintomas, mas a chance de cura é próxima de 100% na fase inicial, daí a importância do diagnóstico precoce. Mesmo quem nunca observou nenhuma alteração brusca no funcionamento do intestino - de solto para preso ou vice-versa-, sangue nas fezes e cólicas deve, a partir dos 50 anos, investigar preventivamente. Isso pode ser feito com um simples exame de fezes para pesquisa de sangue oculto. Se for encontrado sangue, recomenda-se a colonoscopia. Sedado, o paciente tem introduzido em seu intestino uma espécie de mangueira fina com uma câmera de vídeo na extremidade que irá "filmar" todo o intestino grosso e descobrir se existe algum problema. È um procedimento simples, indolor e eficaz.

Se nada for diagnosticado, esse paciente deve se submeter a outra colonoscopia só cinco anos depois. Já as pessoas que tiveram casos de câncer colorretal na família devem fazer esses exames a partir dos 40 anos, mesmo sem nenhum sintoma.

Lembramos que na presença de qualquer sintoma ou alteração intestinal se deve realizar a investigação, independe da idade.

O câncer colorretal pode ser evitado por meio simples mudanças de hábitos alimentares. Aconselha-se reduzir a investigação de carne vermelha, alternando-a com a ingestão de peixe e frango.

Incluir na dieta mais alimentos ricos em fibras, como legumes, verduras e frutas, ajuda no bom funcionamento dos intestinos, reduzindo a agressão às suas paredes e o risco de surgimento da doença. Por fim, a boa notícia é que, como disse, o índice de cura do câncer colorretal pode chegar a 100% quando identificado na fase inicial.

O tratamento é feito por meio de cirurgia e permite vida normal depois da operação.

* Alexandre Sakano, mestre e doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), é cirurgião do aparelho digestivo na capital paulista.


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