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02-12-2011

Centro Integrado de Prevenção do Câncer é inaugurado oficialmente

No dia 28 de novembro, foi inaugurado o Centro Integrado de Prevenção do Câncer da CliniOnco. Na ocasião, houve o evento highlights sobre o 10o Cancer Prevention Research, congresso promovido pela American Association for Cancer Research (AACR), ocorrido em Boston, nos Estados Unidos. A palestra foi ministrada pelo coordenador do Centro de Prevenção, o Dr. Rafael Castilho Pinto, que esteve presente neste encontro internacional. Os colaboradores da CliniOnco puderam acompanhar esta apresentação no anfiteatro da clínica que marcou o início oficial das atividades deste novo centro da CliniOnco.
 
No início deste encontro, o diretor técnico da CliniOnco, Jeferson Vinholes, destacou a importância da criação deste novo segmento da clínica. “Vamos botar em prática o enfoque da prevenção do câncer e deixá-la mais perto de todos nós”, enfatizou. Já o coordenador do novo centro, Dr. Rafael, reforçou que: “quem compõe o centro de prevenção são todos os profissionais da CliniOnco. Não só os médicos, mas também os colaboradores de todas as áreas. Assim, vamos melhorar o relacionamento entre os centros, criar uma equipe multidisciplinar aumentando a qualidade e agilidade dos atendimento dos pacientes.”
 
No highlights, o Dr. Rafael apresentou dados apresentados no congresso “Fronteiras em Pesquisa de Prevenção ao Câncer da AACR”, realizado nos Estados Unidos. Estudos recentes indicam que os principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer entre os americanos são: 35% dieta (má alimentação), 30% tabagismo, 10% infecções e 7% fatores hormonais e reprodutivos. Ou seja, a obesidade esta se tornando o maior fator isolado de aumento de câncer naquele país, sendo constatado que o açúcar tem efeito tão importatnte quanto a gordura animal. A atividade física e uma dieta saúdavel rica em frutas, verduras e cereais integrais demonstraram efeitos positivos para diminuir os índices de câncer de intestino, mama e próstata. Além disso, um estudo do World Cancer Research Fund, de 2007, aponta que, até 2015, o Brasil tem grande potencial de aumentar a obesidade entre as mulheres, elevando o risco de desenvolver câncer nesta população.
 
Outro assunto destacado foi a palestra sobre pacientes que já tiveram câncer, grupo que deve aumentar muito nos próximos 25 anos, e o risco de apresentarem um segundo tumor, sendo importantíssimo o acompanhamento preventivo a longo prazo. Estima-se que dos 60% novos casos ocorrerão em pessoas com mais de 65 anos e que 15% dos novos diagnóstico de câncer vão acometer pacientes que já tiveram outro tumor no passado. Dados apresentados também mostram que crescerão significativamente os índices de câncer de mama, intestino e próstata nas próximas décadas, sendo muito importante o aumento das medidas de prevenção nestes tumores.
 
Foram destacados estudos em pequisas genéticas como uma promessa para o futuro de desenvolvimento de novos tratamentos e medicações para uso preventivo. Focados em especial, em grupos com alto risco de desenvolver tumores, como os familiares de pacientes com câncer e em pacientes que apresentem alterações pré-câncer que poderiam ser revertidas. Vários estudos em modelos animais têm mostrado bons resultados e começam a ser testados em seres humanos, sendo uma esperança importante no futuro da prevenção e tratamento do câncer.
 
Ocorreu também a apresentação de pesquisas sobre tabagismo. Foram verificados que a adesão aos tratamentos para parar de fumar ainda são insuficientes. Cerca de 40% dos pacientes com câncer seguem fumando, sendo que 20% mesmo com tumor de pulmão, continuam no tabagismo. De 40 a 60%, os pacientes com tumor de cabeça e pescoço ou pulmão voltam a fumar. Os pacientes que seguem fumando após o diagnóstico de câncer piores resultados em todos os níveis do tratamento, principalmente complicações cirúrgicas e associadas a quimio e radioterapia, mas também tem maiores índices de retorno do tumor, de mortalidade e de dores mais intensas.

As mídias sociais e a comunicação também foram enfatizadas para o auxílio na prevenção do câncer. Nos Estados Unidos, existem sites interativos bem sucedidos como: www.patientslikeme.com, www.becomemex.com e o www.hellohealth.com, que auxiliam os pacientes a buscar tratamentos, parar de fumar e fazer exames preventivos. As redes sociais como Twitter e Facebook também tem tido ótimos retornos. Além disso, existem em torno de 100 aplicativos para Iphone sobre câncer. Foi concluído que os jovens necessitam de meios de comunicação mais interativos, que possam ser estimulados a comentar sobre atitudes preventivas e doenças, ficando como “papel” dos médicos alimentar estes sites com informações científicas de qualidade e ascessíveis, focadas em atitudes positivas de prevenção.

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