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18-11-2009

INICIATIVA GLOBAL

 

No mundo todo, anualmente, 1 milhão de mulheres recebe o diagnóstico positivo para câncer de mama. Os números assustam e revelam que a doença é um problema global.

Por Maria Helena Fracci

Maior  ONG do mundo na luta contra a doença, a americana Suzan Komen for the Cure - que tem como missão salvar vidas e erradicar o câncer de mama com o envolvimento e fortalecimento de pessoas, garantindo o tratamento de qualidade a todos e incentivando a ciência para a descoberta da cura - lançou em comemoração aos seus 25 anos de existência a Iniciativa Global para a Conscientização do Câncer de Mama.  Coordenado no Brasil pela psicooncologista Luciana Holtz, o projeto é formado por uma rede mundial de pessoas com o objetivo de desenvolver planos estratégicos adequados às reais particularidades da saúde da mama nas regiões estudadas. "Para isso, foi criado Course for the Cure, uma capacitação focada na criação de programas auto-sustentáveis de câncer de mama", explica a coordenadora. A capacitação dos participantes é feita com base em cinco módulos: avaliação da comunidade; desenvolvimento da organização e do voluntariado; conscientização e educação; levantamentos de fundos; e advocacy. "Durante a parte prática do curso, comunidades como a favela de Paraisópolis, em São Paulo, a região sul da cidade de Porto Alegre e a cidade de São Caetano do Sul (SP) foram selecionadas e estudadas pelos grupos", conta a psico-oncologista.

Conscientização necessária

"Há muito a ser feito", diz Luciana Holtz. "Desinformação e preconceito da mulher com relação à saúde de mama e ao câncer, dificuldade no acesso aos serviços de saúde como um todo, necessidade de capacitação e atualização das equipes de saúde foram algumas das barreiras detectadas nessas comunidades", ela ressalta. "As mulheres precisam de cuidados gerais, precisam aprender a se cuidar, a se gostar e a priorizar a sua própria saúde. As carências e necessidades são inúmeras, e mais, elas desconhecem e possuem uma grande quantidade de barreiras e preconceitos que as impedem de cuidar de sua própria saúde".

Os participantes do curso são profissionais ou voluntários de ONGs ligadas ao câncer de mama, médicos, psicólogos, enfermeiros, jornalistas, advogados e estudantes da área da saúde. "Além disso, a Iniciativa Global desenvolve o Programa de Incentivo a Projetos Comunitários, um plano de financiamento de projetos totalmente voltados às necessidades levantadas durante o curso", complementa.

Rede Mundial

A ação vem acontecendo em diversos países e ganha força por aqui. "Quatro grupos diferentes já foram capacitados no Brasil, dois em São Paulo, um em Porto Alegre, e agora, durante o último semestre, formamos um grupo de mais de 30 participantes na cidade do Rio de Janeiro", relata Luciana. "Assim como o Brasil, também Costa Rica, México, Jordânia, Romênia, Arábia Saudita, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos e Panamá estão trabalhando para fortalecer organizações e indivíduos que atuam na causa do câncer de mama", esclarece. No Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, foi escolhido como a instituição responsável por sediar e organizar o treinamento e a capacitação de equipes que trabalharam com as comunidades carentes. A Iniciativa Global conta com o apoio de um Comitê Diretor composto de instituições de referências no tratamento e prevenção do câncer, como o Hospital do Câncer A.C. Camargo, o IBCC, a Associação Brasileira do Câncer, a FEMAMA, o Instituto Se Toque, a Microsoft, a Fundação Oncocentro e o Hospital Pérola Byngton, entre outras.

Fonte: Revista Mulher Consciente n° 11 Set/2009. Página 26.

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