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05-05-2009

Anvisa aprova terapia-alvo para câncer de pâncreas

A Agência Nacional de Vigilânicia Sanitária aprovou o uso do medicamento cloridrato de erlotinibe (de nome comercial Tarceva) combinado com a quimioterapia para tratamento do câncer de pâncreas metastático. A doença é a quarta causa de morte por câncer no mundo e, de acordo com o Inca, no Brasil representa 2% de todos os tipos de tumores, sendo responsável por mais de 9 mil casos a cada ano. Na Europa, anualmente são registrados 60 mil novos casos.

            O câncer de pâncreas é difícil de tratar porque frequentemente apresenta resistência à quimioterapia e à radioterapia, além de se espalhar rapidamente para outras partes do corpo, levando a uma curta expectativa de vida. O diferencial do referido medicamento é o fato de inibir o EGFR, uma proteína encontrada na superfície de muitas células tumorais, o que potencializa o combate à doença.

            O medicamento, que pertence à categoria das terapias-alvo, inibe as proteínas responsáveis pela multiplicação das células tumorais e é indicado para casos avançados, quando a doença se torna resistente à quimioterapia.

            Em abril de 2006 a droga já havia sido aprovada pela Anvisa, mas para tratar câncer de pulmão em estágio avançado. E no início de 2007 a União Européia aprovou o Tarceva para o câncer de pâncreas. A liberação foi baseada em estudos em fase 3, segundo os quais o remédio aumentou significativamente a sobrevida de pacientes com a doença, em relação aos que só receberam quimioterapia. Para câncer de pulmão o remédio já havia sido liberado desde 2005. Já nos Estados Unidos a droga foi aprovada para câncer de pulmão em dezembro de 2004 e, para o câncer de pâncreas foi liberada um ano depois.

 

Fonte: ABCâncer - nº 50. Pág. 16

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