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29-09-2008

DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE MAMA

 ESTUDO AVALIA USO DA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Pesquisa realizada com 700 mulheres examinadas com ressonância magnética das mamas avalia a contribuição do exame para detecção precoce, diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

A ressonância magnética pode ser atualizada na detecção precoce, planejamento do tratamento e acompanhamento de pacientes com câncer de mama, porém seu uso é mais indicado para grupos de risco: mulheres com histórico pessoal, familiar ou genérico da doença; com mamas de tecidos densos (mais glândula e menos gordura); com diagnóstico recente de câncer de mama (para avaliação da extensão da lesão, multifocalidade ou bilateralidade), controle pós-quimioterapia neo-adjuvante e suspeita de recidiva do tumor.

Estudo afirma, no entanto, que a ressonância não deve substituir a mamografia, ultrasonografia ou exame clínico, mas auxiliar a solucionar problemas evidentes nos exames, identificar lesões não demostradas nos outros exames e apresentar uma melhor avaliação da extensão dos tumores, o que possibilita planejar com mais precisão o melhor tratamento para cada caso.

DIAGNÓSTICO MAIS QUE PRECISO

Melhor método para fazer a detecção precoce do câncer de mama, a mamografia vem sendo aprimorada continuamente. Embora a versão convencional do exame, com a imagem processadaem filme, seja a universalmente disseminada, a mamografia digital vem ganhando importância. O mamógrafo digital, assim como o convencional, também usa raio X para produzir imagens. A diferença é que, em vez de processá-las em um filme fotográfico, o mamógrafo adquire a imagem em formato digital e a tranfere para o computador, que aceita a leitura.

No monitor, o médico pode olhar e manipular a imagem (alterar contraste, luz, brilho, ampliar, inverter, etc), algo que não pode ser feito quando o exame é processado em filme. O retorno para novas radiografias quando existem alterações suspeitas e que levam grande ansiedade para as mulheres, é quase inexistente.

                   " A mamografia digital é recomendada especialmente para mulheres jovens, que têm grande quantidade de tecido fibrograndular, e para as idosas com densidade mamográfica aumentada, afirma o mastologista Ivo Carelli Filho, Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Regional São Paulo.

Nesses casos, há maior dificuldade para identificar lesões e alterações por meio do mamógrafo convencional. Pacientes com mama densa (mais radiopaca) também se beneficiam do exame digital, pois como as imagens podem ser trabalhadas no computador, a precisão dos resultados, nesses casos, é maior. Outra vantagem é a menor exposição à irradiação, em cerca de 20%.

 

                 Fonte: Revista da Associação Brasileira do Câncer. Ano 8. nº47 - Setembro 08

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