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18-09-2007

ASCO ABORDA AVANÇOS DA TERAPIA-ALVO

 

ASCO ABORDA AVANÇOS DA TERAPIA-ALVO

Três drogas-alvo para tratamento do carcinoma de células renais (CCR) avançado foram aprovadas pela FDA (Federal Drug and Administration), órgão americano regulador da saúde. Segundo o Dr. Robert A. Figlin, do City of Hope National Medical Center, o desenvolvimento destas terapias-alvo representa um empolgante passo à frente. Dr. Figlin atuou como presidente da sessão de Educação Continuada "Biologia e terapia-alvo para o carcinoma de célular renais avançado", na qual foi apresentada uma visão abrangente da biologia subjacente ao CCR, seguida por uma revisão de dados que confirmam os benefícios clínicos de agentes como o sorafenibe, o sunitinibe, o temsirolimus e o bevacizumabe.

As quatro apresentações da sessão focalizaram, primariamente, o CCR de células claras, responsável por 60% a 70% de todos os cânceres renais. Aproximadamente 60% dos CCRs de células claras estão associados à mutação do gene von Hippel-Lindau (VHL), com subseqüente regulação para cima do fator indutor de hipóxia (HIF), segundo a Dra. W. Kimryn Rathmell, da Universidade da Carolina do Norte, em Chapell Hill. Ela explicou que o HIF-1 e o HIF-2, fatores predominantes na família HIF, regulam uma variedade de genes envolvidos na proliferação, na angiogênese e na progressão tumorais.

"A ativação do HIF resultante da perda do VHL correlaciona-se estreitamente ao fenótipo tumoral e pode desempenhar um papel direto em seu crescimento", disse a Dra. Rathmell. Ela informou que há evidências substanciais de associação entre a perda da ativação do VHL e os estágios iniciais da tumorigênese no CCR. O papel da perda do VHL no desencadeamento da doença significa que a regulação para cima dos fatores pro-angiogênicos tem início precoce, levando a tumores altamente vascularizados, uma marca do CCR.

A superexpressão do HIF (HIF-1 e HIF-2) também é causada pelo alvo molecular da rapamicina (mTOR), um componente chave das vias intracelulares de sinalização envolvidas na proliferação e sobrevivência celulares. O Dr. William Y. Kim, do Lineberger Comprehensive Cancer Center da Universidade da Carolina do Norte, disse que a ativação oncogênica do mTOR ocorre através de várias vias envolvidas no desenvolvimento do CCR, incluindo a ativação das mutações PTEN pela P13K, inativação de esclerose tuberosa 1 (TSC1) ou TSC2 e ativação da via Ras.

De acordo com o Dr. Ronald M. Bukowski, do Cleveland Clinic Taussig Cancer Center, os dados relacionados ao tratamento do CCR avançado continuam a evoluir. Ele afirmou que a frequência de resposta completa é baixa nesta doença e as suas estratégias focalizam a otimização da sobrevida livre de progressão e a sobrevida geral. Também comentou que futuras pesquisas devem ser empreendidas, não apenas para determinar a eficácia e a toxicidade associadas à terapia seqüencial, mas também para definir mecanismos de resistência, explorar se a repetição do tratamento com o mesmo agente apresentaria atividade anti-tumoral e investigar biomarcadores que forneçam informação para auxiliar no desenvolvimento de classificações moleculares do CCR e melhorar a avaliação da resposta e da progressão.

 

FONTE: HIGHLIGHTS - INFORMATIVO DA ACINDES (ASSOCIAÇÃO CIVIL DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM SAÚDE)

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