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07-05-2010

Mateus Luz - Equipe de Psicologia : Autoimagem e processo cirúrgico

 

O paciente com câncer colorretal, potencialmente, se defronta com várias questões que têm impacto no funcionamento de sua vida. Essas questões são influenciadas pelo diagnóstico do câncer e por questões psicológicas relacionadas às funções digestivas, que podem trazer sentimentos delicados levando a alguns medos e ansiedades perante a nova e traumática experiência.

A pessoa que necessitar da cirurgia para o uso de uma ostomia temporária ou definitiva pode ter sensações e pensamentos negativos diante desta situação delicada, sentindo-se assim fragilizado. Isso implica em uma perda de estrutura do corpo, podendo assim causar sofrimento e necessidade de um suporte clínico de componentes da equipe de saúde especializada e humanizada. Desse modo, o cuidado no acompanhamento do câncer colorretal é importante para assegurar o suporte emocional, promovendo qualidade de vida da pessoa. Pensa-se em qualidade de vida, pois pacientes que se submeteram à ostomização podem sofrer para reassumir a própria autoimagem, comprometendo assim a autoestima, o que traz, muitas vezes, complicações nas funções do dia-a-dia, entre elas a sexual. A bolsa de colostomia passa a fazer parte constante de suas vidas e pode ser uma fonte de sentimentos negativos. A alteração em relação à imagem corporal, decorrente da cicatrização ou pelo fato do reservatório ficar visível, pode gerar desconfortos e inseguranças de uma forma global.

Observa-se, deste modo, a necessidade de um acompanhamento multiprofissional para estes pacientes, já que sentimentos de baixa estima e inferioridade só corroboram com os sintomas físicos para interferência negativa na qualidade de vida. Trabalhando para a reconstrução da autoestima e auto imagem melhorada o paciente pode conduzir-se a sentimentos de autoconfiança, valor, força, capacidade e suficiência. O paciente pode ficar vulnerável a problemas psicossociais, ansiedade e depressão, por exemplo, e o indicado para se adaptar melhor à cirurgia é que a pessoa tenha uma poderosa rede de apoio. Amigos, familiares, profissionais especializados e atendimentos psicológicos ou participação em grupos de apoio, sempre de forma compreensiva, promovendo o autocuidado, o manejo com essa nova situação e a aceitação de sua imagem corporal, podendo buscar novos significados para sua vida, retomar sentimentos agradáveis e trilhar um novo caminho, conseguindo superar os obstáculos.

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