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08-09-2010

Equipe de Psicologia: O simbólico da mama sob o olhar da psicologia

 

"As emoções são a nossa própria vida..." Fritz Perls

Além das implicações psíquicas comuns à doença, o câncer de mama também traz a angústia do que o seio simboliza para a mulher: feminilidade, maternidade e sexualidade. Considerando isso, o diagnóstico e tratamento podem causar abalos na vida da paciente. Para amenizá-los, a psicologia investe seus esforços na promoção da qualidade de vida dessas pessoas e foca nos aspectos psíquicos.

Quando tem seu diagnóstico confirmado, o cotidiano da paciente se altera, o que pode afetar a família, o lazer e as atividades profissionais, por exemplo. No entanto, estudos mostram que as alterações são mais psicológicas do que físicas. Nesse contexto, é fundamental o papel que a paciente e a família assumem, seja considerando a fatalidade do adoecimento ou se adaptando à nova realidade.

Quando se trata de uma doença com causa não definida, o diagnóstico gera mais angústia e culpa e, a partir daí, planejar o futuro torna-se doloroso, tendo em vista a agressividade do tratamento. Entre as principais preocupações de pacientes com doenças crônicas, como o câncer de mama, estão: perda do controle sobre a vida, alterações na autoimagem, medo da dependência, estigmas, medo do abandono, raiva, isolamento e morte.

Sabe-se que a saúde psíquica é fundamental para que o tratamento da doença seja potencializado. O emocional está intimamente interligado à saúde do corpo e pode interferir diretamente no funcionamento do sistema imunológico.

Em geral, mulheres mastectomizadas encontram dificuldades em conviver com um novo referencial de corpo, onde a amputação representa perda, vergonha, medo da rejeição, entre outros. A ausência da mama pode comprometer a vida sexual da paciente, alterando o desejo, a atração sexual, a aceitação do próprio corpo e sua identidade.

Tendo em vista as grandes mudanças no contexto social que podem ocorrer com pacientes de câncer de mama, Grupos de apoio permitem um espaço para auxiliar pacientes e familiares. Troca de vivências, de informações, construção de vínculo, amizade e apoio para questões trazidas ao Grupo são algumas das atividades desenvolvidas. Participar de um Grupo de apoio é uma forma de estabelecer novas relações sociais, proporcionando novas amizades, contribuindo na compreensão da doença, interagindo olhares de vários ângulos para o mesmo problema, esclarecendo resoluções, aliviando angústias e medos.

A psicologia pode fazer a diferença das pacientes em tratamento, facilitando a adaptação e dando suporte aos sentimentos e emoções comuns ao momento.No turbilhão de acontecimentos envoltos no adoecimento, peculiares a cada mulher, buscar a saúde certamente envolve o psíquico.

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