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14-03-2008

Dra. Fernanda Togni: Câncer de pele

 

Nesta época do ano, ficamos com nosso corpo mais exposto e por este motivo devemos dar atenção especial a nossa pele e aos riscos que a submetemos.

A pele é o maior órgão do corpo humano. É o responsável por proteger o corpo contra o calor, a luz e as infecções.

O câncer de pele é um tumor formado por células da pele que sofreram transformação e multiplicam-se de maneira desordenada e anormal dando origem a um novo tecido (neoplasia). Embora seja o tipo de câncer mais freqüente, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, quando detectado precocemente este tipo de câncer apresenta altos percentuais de cura. A doença geralmente se desenvolve na epiderme, a camada mais externa da pele, facilitando que seja geralmente bem visível, propiciando seu diagnóstico nos seus estágios mais iniciais

Segundo estimativas do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de pele deve acometer mais de 12000 pessoas apenas no nosso estado durante o ano de 2008. Uma das razões é a constituição genética da população por ter pele clara, decorrente da descendência européia, e a grande exposição ao sol no período de verão sem os cuidados necessários.

Entre as causas que predispõem ao inicio desta transformação celular aparece como principal agente a exposição prolongada e repetida à radiação ultra-violeta do sol. Como outros fatores de risco, podemos citar: exposição a agentes químicos (arsênico), radiação ionizante, processos irritativos crônicos e alterações genéticas.

Esta forma comum de câncer desenvolve-se geralmente em áreas expostas, incluindo face, lábios, orelhas, tórax anterior, mãos e braços e também nas pernas em mulheres Mas também pode surgir em regiões não expostas como entre os dedos dos pés, palma das mãos e área genital. E embora seja mais freqüente em indivíduos de pele e olhos claros, com mais de 40 anos, também pode acometer negros e crianças.

Existem três tipos comuns de câncer de pele de acordo com o tipo de célula afetada.

Os tipos mais comuns são o carcinoma basocelular, carcinoma de células escamosas ou epidermóide e o melanoma.

O basocelular representa 70% dos diagnósticos. É o tipo mais comum e mais facilmente tratado, com baixa chance de metástases. Já o carcinoma de células epidermóide, corresponde a cerca de 25% dos casos, e é um pouco mais agressivo que o anterior. Ambos podem ser desconfigurantes localmente mas geralmente não se espalham para outras partes do corpo.

O tipo mais perigosos é o melanoma maligno, que pode ser fatal se não tratado brevemente, mas que felizmente corresponde a apenas 4% dos pacientes com câncer de pele.

Muitas vezes, o câncer de pele pode iniciar-se em manchas aparentemente inocentes. É preciso ter atenção a alguns sinais que podem indicar o início da doença:

•·      Manchas que ardem, coçam, escamam ou sangram;

•·      Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor;

•·      Feridas que não cicatrizam em 4 semanas

•·      Mudança na textura da pele ou dor

Para que estas alterações, muitas vezes sutis, não passem despercebidas, é importante que façamos periodicamente um auto-exame em frente ao espelho. Para melhor verificação de alterações, é preciso estar completamente despido, e lembrar-se de observar cuidadosamente locais menos expostos como axilas, região entre os dedos de mãos e pés, além da planta dos pés, região genital, couro cabeludo, pescoço, orelha, costas, nádegas, enfim, nenhum local deve ser deixado de fora.

Para confirmação diagnóstica a  biópsia é necessária.

A maioria dos tipos de câncer de pele podem ser tratados apenas pela remoção cirúrgica da lesão, com margem de segurança.

Para lesões de baixo risco, a radioterapia ou crioterapia podem exercer um controle adequado, mas ambos possuem uma taxa de cura inferior a da cirurgia.

No caso de a doença já ter se espalhado (metastatisado), quimioterapia sistêmica pode ser necessária.

Medidas podem ser tomadas no sentido de diminuir significativamente a chance de desenvolver a doença:

•·        Redução da exposição aos raios ultravioletas do sol, principalmente em idades menores

•·        Evitar outras formas de radiação ultravioleta como bronzeamento artificial.

•·        Evitar queimaduras solares, evitando expor-se ao sol das 10 às 16h, horário de maior concentração de raios

•·        Usar filtro solar com proteção UVA e UVB e com fator de proteção solar de no mínimo 50

•·        Usar itens de proteção como chapéus e bonés ao expor-se ao sol

•·        Reaplicar o filtro solar a cada 2 horas e após banho de mar ou piscina.

Lembre-se: o câncer de pele tem cura quando diagnosticado e tratado precocemente. Ao perceber qualquer alteração na pele, consulte o médico. .

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