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01-07-2008

Dr. Marclei Luzardo: Câncer de tireóide - uma doença em crescimento!

Localizada na parte baixa do pescoço, a tireóide é uma glândula importante pois controla a velocidade do metabolismo corpóreo e influencia o desenvolvimento das atividades do sistema nervoso do corpo. Responsável pela produção de dois hormônios, a tiroxina(T4) e a triodotironina(T3), a tireóide também produz a tireocalcitonina, que participa no metabolismo do cálcio, motivo pelo qual as doenças originárias da glândula serem mais comuns nas mulheres, já que estas  sofrem forte influência das variações hormonais.

Na mulher, a chance do tumor ser benigno é maior do que nos homens. A presença de nódulos na tireóide é freqüente e a maioria deles é benigno. O câncer de tireóide já é o oitavo na lista dos tipos de tumores mais freqüentes no Brasil.

Na década de 70, este tipo de tumor afetava quatro em cada 100 mil mulheres no Brasil; hoje o índice é de 20 casos para cada 100 mil mulheres. Nos homens, a incidência quadruplicou no período, passando de um para quatro a cada 100 mil.

O fato da doença estar em crescimento também se deve, com certeza, a uma maior procura pelo endocrinologista e pelos ginecologistas, que passaram a realizar um controle mais rígido nas variações hormonais, o que contribuiu para o diagnóstico precoce. O acesso facilitado ao ultra-som mudou o perfil da doença, pois há alguns anos os tumores tinham aproximadamente 03 a 04 centímetros. Hoje, a média é de um centímetro, o que aumenta muito a possibilidade de cura.  

 

ALGUNS SINTOMAS DO CÂNCER AVANÇADO DE TIREÓIDE:

 

  • Nódulo no pescoço de crescimento rápido;
  • Dor na parte da frente do pescoço, que às vezes se irradia para os ouvidos;
  • Rouquidão ou mudança no timbre de voz, que não desaparece com o tempo;
  • Dificuldade para engolir;
  • Dificuldade para respirar (com a sensação de que se está respirando por um canudinho);
  • Tosse persistente mesmo quando não existe gripe.

 

 

TRATAMENTO COMPLEMENTAR

 

Como terapia complementar é realizada a iodoterapia, iodo radioativo 131, depois do tratamento cirúrgico. O iodo radioativo é absorvido pela glândula tireóide com a função de destruir quaisquer células que não puderem ser removidas cirurgicamente (sem afetar o resto do corpo) e "queimar" qualquer tecido tireoidiano que tenha ficado no paciente mesmo depois da cirurgia. Esta técnica diminui o risco de metástases e de recidiva local da doença, além de tratar a doença avançada para pacientes que não tem possibilidade de tratamento cirúrgico.

A preparação para o tratamento inclui uma dieta e, depois da administração de drogas via oral, faz-se necessária uma internação de um a três dias, dependendo da dose, em leito isolado por conta da radioatividade. Para as mulheres, o tratamento pode desregular o ciclo menstrual por algum tempo. A gravidez só é recomendada seis meses depois do término do tratamento.

 

 

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