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09-11-2009

Cristiane Bueno: O Papel da Nutrição na prevenção do Câncer de Mama

  Em 2003, o World Cancer Research Fund (WRCF) em conjunto com o American Institute for Cancer Research (AICR) iniciou um trabalho de compilação de dados colhidos desde a década de 60, relativos a alimentos, nutrição, atividade física e prevenção de câncer.
Durante mais de cinco anos, 21cientistas reconhecidos mundialmente pesquisaram cerca de 500.000 estudos que foram revisados e compilados em sete mil documentos.
A importância deste trabalho, bem como o impacto gerado sobre os profissionais de saúde, trouxe para os centros acadêmicos e de pesquisa e para a sociedade em geral, influência e determinação em um padrão de conduta para hábitos da vida diária, relacionados com a nutrição e atividade física.
Em relação ao Cancêr mama encontraram os seguintes dados:

No Cancêr de MAMA na (PÓS-MENOPAUSA)

* Aumento do risco convincente: Bebida alcoólica e aumento da gordura corporal.
* Aumento do risco (limitado sugestivo): Alimentação contendo gordura animal em excesso.
* Aumento do risco provável: Aumento da gordura abdominal e ganho de peso na idade adulta.
* Diminuição do risco convincente: Amamentar.
* Diminuição do risco provável: Atividade física.

No Câncer de MAMA na (PRÉ-MENOPAUSA)

* Aumento do risco convincente: Bebida alcoólica.
* Aumento do risco provável: Alto peso ao nascer.
* Diminuição do risco convincente: Amamentar.
* Diminuição do risco provável: Gordura corporal (manter o peso dentro dos padrões de normalidade na vida adulta).
* Diminuição do risco (limitado-sugestivo): Atividade física.

Onde:

Evidência convincente: baseada em estudos epidemiológicos que demonstram associações convincentes entre exposição e doença, com nenhuma ou pouca evidência contrária. A evidência disponível é baseada em número substancial de estudos, incluindo estudos observacionais prospectivos e, quando relevantes, ensaios clínicos randomizados com tamanho suficiente, duração e qualidade, mostrando efeitos convincentes. A associação deve ser plausível biologicamente.

Evidência provável: baseada em estudos que demonstram associações consistentes, razoavelmente, entre exposição e doença, mas onde há limitações (falhas) perceptíveis na avaliação da evidência ou mesmo alguma evidência em contrário que impeça um julgamento mais definitivo. Limitações na evidência podem ser: duração insuficiente do ensaio ou estudo; número insuficiente de estudos ou ensaios disponíveis; tamanho de amostra inadequado; seguimento incompleto. A evidência laboratorial serve, comumente, como um reforço. A associação deve ser plausível biologicamente.

Evidência limitado-sugestivo: baseada, principalmente, em resultados de estudos de caso-controle ou estudos transversais. Quando são disponíveis, ensaios clínicos randomizados, insuficientemente, ou não randomizados e estudos observacionais. Evidência baseada em estudos não epidemiológicos, tais como investigações clínicas e laboratoriais, pode servir de suporte. Mais ensaios são necessários para confirmar as associações, que também devem ser plausíveis biologicamente.

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