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21-09-2010

Abrale : 15 de setembro - Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas

 

Por ano, no Brasil, mais de 12 mil pessoas são diagnosticadas com linfoma. Isso significa que a cada hora mais de uma pessoa descobre ter esse câncer no sangue. Grande parte da população ainda desconhece a doença, que tem grande incidência em jovens e crianças.

Com o objetivo de alertar e informar a todos sobre a importância do diagnóstico precoce, sintomas e tratamento, no dia 15 de setembro acontecerá o lançamento da Campanha Mundial de Conscientização sobre Linfomas, realizada pela organização internacional Lymphoma Coalition (Linfoma Coalizão) em mais de 20 países, simultaneamente.

A ABRALE, representante da organização no Brasil, realiza uma campanha com o objetivo de alertar que todos devem estar atentos a qualquer tipo de alteração corporal, que é fundamental para um melhor tratamento e até para a conquista da remissão completa do linfoma.

"Hoje, se recém diagnosticado, o paciente com linfoma tem 70% de chances de cura", afirma a Dra. Ana Lúcia Cornacchioni, onco-hematologista coordenadora do Comitê Científico da ABRALE.

Em 2010, com o slogan "Movimento contra o linfoma. Se toca. Quanto antes você descobrir, melhor" os materiais terão como principal chamativo a questão do toque, já que o inchaço dos gânglios, característica principal da doença, pode ser sentido com as mãos e, muitas vezes, observado a olho nu.

Para reforçar a mensagem com o público geral, os atores Drica Moraes e Lima Duarte, padrinho da campanha pelo quarto ano consecutivo, abraçam a causa e emprestam sua imagem à Campanha.

 

SOBRE O LINFOMA

O linfoma é o câncer do sistema linfático e origina-se com a alteração de um tipo de glóbulo branco, chamado linfócito (parte da defesa natural do corpo contra infecções). Seu principal sintoma é o inchaço indolor dos linfonodos (conhecido popularmente como íngua) no pescoço, nas axilas ou na virilha, além de febre, suor (geralmente à noite), cansaço, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira.

O linfoma se divide em duas categorias principais: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin. Segundo dados do Instituto de Câncer (INCA), em 2009 cerca de 2.800 pessoas foram diagnosticadas com linfoma de Hodgkin, que atinge com maior frequência pessoas de 25 a 30 anos de idade, enquanto o linfoma não-Hodgkin, mais comum na infância, atingiu mais de 9 mil pessoas no mesmo ano.

O tratamento de ambos é baseado em quimioterapia, radioterapia e medicamentos, chamados de anticorpos monoclonais. O transplante de medula óssea só é indicado quando o paciente não responde bem ao tratamento ou se já tem um doador compatível.

 

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