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31-10-2011

MeditaAÇÃO – Bem-estar e Qualidade de Vida

Otávio Fattori - Meditador pessoal

             Bem-estar e melhor qualidade de vida, quem não quer? A má notícia é que isso não cai do céu nem nasce em árvores. A boa notícia é que podemos, efetivamente, com um pouco de boa vontade, conquistar esse bem tão valioso, e, diga-se de passagem, tão raro em nossa vida moderna.

            Iniciamos falando de um aspecto que já está bastante compreendido pela maioria das pessoas, ou seja, manter o corpo em movimento traz bem-estar e melhora a qualidade de vida! Incontáveis pesquisas e estudos comprovam os benefícios da atividade física e são amplamente divulgados em programas de televisão e rádio, reportagens em revistas e jornais. Portanto, a palavra AÇÃO ao que se refere ao título deste artigo nos parece já contextualizada.

            Agora, falaremos sobre a primeira palavra: medita. Que sugere não somente o entendimento, mas a efetiva prática de uma antiga experiência humana, a meditação. Palavra esta que vem do latim meditare e significa “voltar-se para o centro”.

            Apesar das incontáveis pesquisas, estudos e escolas de meditação em todo o mundo, esse tema ainda é pouco conhecido pela maioria das pessoas, e, paradoxalmente, talvez esta seja a razão: a meditação está além do conhecimento! Ela é uma prática para silenciar a mente e abandonar, por um instante, todo conhecimento. Neste contexto, pessoas que estão demasiadamente apegadas ao seu intelecto e possuem um conceito de “eu” diretamente relacionado ao seu próprio intelecto, a meditação é como uma morte. O que, de fato, é verdade. Entretanto, não com a carga que costumamos carregar relacionada à palavra “morte”, mas com uma visão biocêntrica (e não, antropocêntrica), pois na natureza não existe “morte”, mas “transformação”.

             Um ditado oriental diz que: “se quisermos adquirir conhecimento, devemos acumular coisas todos os dias; mas se quisermos adquirir sabedoria, devemos nos livrar de coisas todos os dias”.

            Ao praticar a libertação dessas “coisas”, que são nossos condicionamentos, estamos gerando muitos benefícios, a saber: melhora ou aumenta a criatividade, inteligência, vitalidade, concentração, percepção, descanso, autoconfiança, produtividade, relacionamentos, tolerância, paz interior, diminui ou ameniza ansiedade, depressão, hipertensão, colesterol, estresse, vícios, dores, enxaqueca, insônia, impulsividade, doenças psicossomáticas, etc.

            A meditação, ao contrário do senso comum, não precisa ter algum vínculo religioso, mesmo que todas as religiões se utilizem dessa prática (muitas sem saber nem utilizar essa nomenclatura). O estado meditativo faz parte de nossa natureza, e desde os povos primitivos sempre foi uma busca do ser humano. Você mesmo já teve diversos momentos meditativos em sua vida e ainda terá muitos outros, consciente ou não.

            Aqui no Ocidente, meditação é muito confundida com reflexão. Refletir é pensar muito sobre algo, meditar é acalmar o fluxo de pensamentos conscientemente. Sabe essa voz tagarela que mora dentro de sua cabeça? Que vive conversando com você de forma intermitente? Então, são seus pensamentos. Mas não são você. Seus pensamentos são produtos de sua mente (a ferramenta), você é a Consciência (com letra maiúscula).

            Sucintamente contextualizada a primeira palavra do título, contextualizamos, abaixo, a sinergia das duas.

            Reflexão é Exercício, Meditação é Alongamento. Ambos são fundamentais. Esta é a tônica da MeditaAÇÃO. Bem-estar e qualidade de vida através de práticas voltadas ao complexo corpo-mente.

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